2021-será-o-Ano-da-Esperança-renascida
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Opinião de Graça AmiguinhoSe nos debruçarmos nas janelas do tempo, recordaremos este ano atípico, prestes a terminar, e ainda ouviremos as vozes que, durante a primeira vaga da pandemia que se abateu sobre o Mundo, saíam corajosas, das janelas e varandas das cidades e vilas, abertas de par em par, ecoando lindas melodias tradicionais, cuja mensagem era recheada do mais puro espírito fraternal, para que os idosos solitários sentissem o vibrar de outros corações, apesar da distância que os separava.

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Esses gestos de amor transmitiam toda a beleza da fraternidade que nenhum tempo, por mais difícil e ingrato que seja, poderá matar.

Este movimento, nascido na Itália, o primeiro país europeu tremendamente penalizado pelo Covid 19, foi depois seguido por outros povos, de outras partes do mundo, gerando verdadeiros laços culturais e de união entre artistas, músicos e cantores consagrados, um dos primeiros sectores de atividades de lazer a ressentir-se com a falta de trabalho, porque todos os espetáculos agendados foram cancelados.

Estamos vivendo uma guerra sem armas, uma guerra contra um inimigo invisível, mas altamente contagioso e destruidor.

Um inimigo tão pequeno, mas capaz de atacar, roubar a paz, destruir a economia mundial, lançar no desemprego um número incontável de trabalhadores e ceifar, sem dó nem piedade, milhões de vidas.

“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo , a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho
“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo, a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho

Vidas perdidas por se desconhecer como agir para destruir o vírus, vidas choradas à distância, semeando um sofrimento atroz nas famílias por não poderem dar um carinho, um olhar, o amparo espiritual, aos que, infelizmente, não têm conseguido resistir a tão nefasta invasão.

Pequenos gestos, que consolam os corações na dolorosa partida final, foram eternamente adiados.

Passados cem anos, a humanidade voltou a sofrer todos os danos causados por uma pandemia, quando o homem imaginava ter tudo debaixo de controle, ser portador do conhecimento científico, mais que suficiente, que dominasse a natureza transviada.

O Covid 19 tornou-se de tal forma um enigma, que mobilizou os cientistas de todo o mundo, procurando encontrar uma vacina capaz de criar imunidade contra tamanho perigo.

Só um estudo aprofundado e cuidadoso poderá evitar uma catástrofe, que até este momento, poderá ser considerada a mais dura provação enfrentada pela saúde pública e por todas as economias mundiais, nos últimos tempos.

O perigo de contágio é uma ameaça constante. Qualquer pessoa, seja qual for a idade, sexo, raça ou extrato social, pode ser portadora do maldito vírus, sem que tenha grandes sintomas, e passá-lo a todos os seus contactos. Nesse facto terrível reside o enorme mistério que envolve esta doença.

Em virtude desta dolorosa realidade, os idosos a viverem em lares deixaram de poder ser visitados pelos seus familiares, as escolas e outros serviços públicos e privados, fecharam portas, passando as aulas e outros trabalhos a ser feitos através de plataformas digitais.

Novas realidades que conseguiram atenuar os danos que seriam causados noutros tempos, quando não dispúnhamos de internet.

Contudo, o fecho de fronteiras entre países provocou uma derrocada monumental no turismo de muitos países, entre eles Portugal. Hotéis, restauração, companhias de aviação, transportes terrestres e marítimos abrem falências em catadupa. Um verdadeiro desastre económico e social, pelo desemprego causado.

No epicentro desta pandemia há sempre alguém que resiste, alguém que tem que ser sacrificado para defender o bem público. Os serviços ligados à saúde nunca poderão fechar as portas. Os comércios de bens essenciais têm que assegurar a alimentação dos povos. A ordem pública tem que ser assegurada. Tantos e tantos serviços que parecem de menor importância, mas que sem eles seria implantado o caos, não podem parar.

Por toda a parte têm surgido focos de infeção, mas felizmente, vão sendo controlados e os hospitais não entraram em colapso, apesar do cansaço dos seus trabalhadores.

Regras impostas, apesar de algumas serem contestadas, têm sido cumpridas e vamos acreditar que 2021 nos trará novas esperanças de sobrevivência e domínio desta pandemia, com a aplicação das vacinas que já chegaram a diversos países.

Só confiando na ciência poderemos recuperar alguma tranquilidade perdida e acreditar que unidos nos poderemos salvar.

Que 2021 seja ano de

. Recuperação económica
. Respeito pelos direitos de todos
. Renascimento de afetos silenciados
. Recompensa dos sacrifícios e percas sofridas
. Reunião de esforços para construir uma sociedade mais justa

A todos os meus prezados leitores desejo um 2021, Próspero e Feliz!