Não te disse Adeus, de Graça Foles Amiguinho
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Opinião de Graça AmiguinhoOs anos passam, mas o amor, a saudade, as lágrimas, as recordações, as alegrias e tristezas, sempre fizeram parte da vida de um povo, o povo ao qual pertenço e com o qual tanto me identifico, o povo alentejano, que sempre soube exprimir os seus sentimentos através da poesia e da música.

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O Cancioneiro de Elvas, existente na Biblioteca Municipal, é um manuscrito português do século XVI com músicas e poemas da época renascentista, considerado “uma das fontes mais importantes de música profana da Península Ibérica, com obras em português e castelhano”.

Descoberto pelo musicólogo Manuel Joaquim em 1928 e publicado em 1940, é uma obra de um valor incalculável, porque é um dos quatro Cancioneiros do séc. XVI que chegaram até nós, a par do Cancioneiro de Lisboa, do Cancioneiro de Belém e do Cancioneiro de Paris.

Como testemunho da sua antiguidade, nele encontramos uma “cantiga” com um poema escrito pelo Rei D. Manuel de Portugal, dedicado à sua amada, escrito por volta do ano de 1555.

Sem me assistir a presunção de me querer comparar a grandes poetas e músicos da minha terra, sinto-me a eles ligada pelo mesmo amor, este amor incondicional pela escrita e pelos sons que lhe dão mais encanto e expressão.

“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo , a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho
“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo, a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho

Quando escrevo o que o meu coração me dita, os meus pensamentos são acompanhados por melodias que brotam com a mesma simplicidade e doçura, como a água brota da nascente.

Será com a alma cheia de saudade de um amor que vivi toda a minha vida, que por aí andarei, brevemente, oferecendo-vos o melhor de mim, espalhando esperança, ternura e aceitação do que a vida nos dá e nos rouba.

O meu livro “Não te disse Adeus” é o testemunho dos sentimentos mais profundos e puros de uma saudade sem fim, da certeza de que um grande amor nunca pode morrer.

A par do meu livro, será lançado um CD com seis poemas que musiquei e que entreguei, confiadamente, à voz de uma alentejana que nasceu para cantar, Berta Miranda, porque tem na alma a doçura da planície, o perfume dos malmequeres, as cores vivas das papoilas que enfeitam os nossos campos e que me acompanha desde o meu livro “Alma Alentejana”.

Não te disse Adeus“Não te disse Adeus” será apresentado em três locais, por António Rodrigues, filho da irmã mais velha do amor da minha vida, com a participação das fadistas que interpretarão os meus poemas, Berta Miranda, Rosa Maria Abrunheiro, acompanhadas pelo grande músico Nuno Cirilo.

Calendário:

      • 11 de Setembro – 21h00 – Salão Paroquial de Santa Eulália;

      • 13 de Setembro – 17h00 – Biblioteca Municipal de Elvas;

      • 14 de Setembro – 21h00 – Igreja Matriz de Campo Maior

Todos os meus leitores que desejem acompanhar-me nesta caminhada, serão bem-vindos.

Que a Poesia e a Música sejam uma constante na vida da nossa gente!