colectânea-Eurocidade
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Tal como a mulher que dá à luz e de imediato, engravida, assim aconteceu com o primeiro trabalho literário e artístico, a Colectânea – Elvas à Vista- lançado na linda cidade rainha da fronteira, no dia 12 de Janeiro 2019, que congregou 41 autores, naturais ou residentes no concelho ou em concelhos vizinhos.

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Não tinha quase tido tempo de respirar e ver a luz do dia, a Colectânea Literária e Artística – Elvas à Vista- e já estava na minha mente, a Colectânea Eurocidade – Badajoz, Elvas, Campo Maior, a qual, a partir do dia da Luz, 2 de Fevereiro, começou a reunir escritores, fotógrafos e desenhadores, prontos a dar-lhe vida.

Como qualquer gestação, a caminhada é cheia de surpresas, alguns dias de enjoo, mas sempre predominando a vontade de chegar ao fim e dar ao mundo uma nova criação.

Não é fácil nem difícil, é trabalhoso mas muito interessante!

Tudo é possível, quando o que nos une é maior do que o que nos divide, uma força superior ao pensamento, criadora de sonhos e ideais, um grande amor pela Literatura e as Artes que existe de uma forma extraordinária nas nossas gentes raianas.

“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo , a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho
“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo, a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho

De tudo o que vem acontecendo neste meu percurso, numa fase difícil da minha vida familiar por motivos de saúde, o que mais me tem emocionado e dado forças para uma luta que não conhecia, tem sido a descoberta de grandes prosadores e poetas anónimos e de outros já reconhecidos pelos seus méritos no meio literário nacional ou local.

Gente de alma maior do que a planície que os nossos olhos não alcançam o seu fim, com uma vontade forte e determinada para levar a bom porto uma obra que alguns pensaram que abortaria.

Ela aí está, com toda a sua pujança!

Não podendo vestir um traje colorido, veste-se de branco e preto e sairá à rua, esbelta, mais elegante ainda e marcando, decidida, o seu lugar neste pequeno universo literário que o nosso Alentejo pouco ainda  descobriu, havendo um longo caminho a explorar.

São 69 preciosos autores, os grandes heróis desta segunda Colectânea que lidero, sem qualquer fim lucrativo, movendo-me, apenas, o gosto de fazer algo de útil, interessante e que motive outros a fazer mais e melhor!

De onde surgiu tanta gente com vontade de colaborar com sacrifício, pois toda a obra é paga pelos próprios autores, uma vez que, infelizmente, o poder público não está nada interessado em descobrir a grandeza de alma do povo que paga impostos nem em valorizar o tesouro que nele anda escondido?

Muitos deles vieram da anterior Colectânea mas a maioria, são amigos virtuais que as redes sociais têm o condão de aproximar e unir.

Muito brevemente será anunciado o lançamento desta grande Colectânea Eurocidade  com 333 páginas ilustradas, feita por gente de Elvas, Badajoz e Campo Maior, com um belo espectáculo, com entrada livre, em lugar e dia a anunciar, onde a arte de dizer, o teatro e o canto terão lugar com todo o encanto que nós sabemos imprimir-lhes.

Sinto-me feliz por fazer algo pela minha terra que até hoje nunca fora feito.

Não procuro condecorações nem agradecimentos de ninguém.

Basta-me a alegria de dar vida a um sonho que, neste trabalho, é de 69 pessoas, cada qual com o seu estilo muito próprio e diferente.

O próximo aparecerá ainda com mais autores, tal como aconteceu com esta obra em relação à primeira.

Seremos cada dia mais e mais a exaltar a nossa terra, a nossa gente, a nossa tradição, o nosso património Cultural-Literário e Artístico.

Obrigado a todos os que comigo caminham num percurso de paz em prol da Cultura!