A importância da Escola na vida das crianças e jovens
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Opinião de Graça AmiguinhoEm virtude da situação que temos vivido, criada pela pandemia, certamente, pais e alunos sentiram na pele, quanta falta a Escola lhes tem feito e como todos têm desejado o seu normal funcionamento.

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Muitas vezes, ao longo dos tempos, o papel do Professor foi injustamente, avaliado.

Muitas vezes, pais e alunos subvalorizaram a ação dedicada dos Professores, porque, quando se tem tudo, não se lhe sabe dar o devido valor, só quando se perde, a razão nos chama à realidade.

Não estou perto, nem de famílias com filhos na Escola, nem de Professores em trabalho, mas imagino o que têm sido estes tempos, em que os pais ficaram com os filhos, 24 sobre 24 horas, em casa, alguns em teletrabalho, outros desempregados, cheios de problemas por resolver e a arcarem com a responsabilidade de serem pais, a tempo inteiro.

Ser pai ou mãe, significa não só, dar de comer, tratar da higiene dos filhos, cuidar da sua saúde, mas “Educar” para a vida, criar hábitos de socialização, hábitos de respeito e uma convivência saudável, hábitos para adquirir conhecimentos e desenvolver capacidades.

“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo , a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho
“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo, a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho

A Escola tem uma grande parte dessa responsabilidade, porque se preocupa, não só, com a transmissão de conhecimentos, mas com o enquadramento do aluno na sociedade, ajudando-o a criar laços de amizades que podem ser para toda a vida, a saber controlar a capacidade de competir com os seus colegas, sabendo aceitar as suas próprias limitações, não vivendo obcecado com a ideia de ser sempre o melhor, o mais inteligente, o mais competente, assim como, a saber respeitar as limitações que os seus companheiros possam ter.

A Escola é a verdadeira “Escola da Vida” de uma criança e de um jovem.

Naturalmente, todas as crianças e jovens gostam de ir para a Escola.

A maioria dos alunos estima os seus professores e sente-se feliz por ser pontual, por poder conversar com os colegas, partilhar as suas vivências e, quantas vezes, fazer do professor o seu confidente, o maior amigo, aquele em que se revê e que deseja imitar.

As Escolas vão reabrindo e procurando a normalidade interrompida pelo surto pandémico que perturbou a vida mundial.

Professores, alunos e pais, estão desejosos de que tudo volte a ser como era, que os filhos recuperem o tempo não perdido, mas vivido com diferentes condições de aprendizagem, com limitação da mobilidade, carência de exercício físico, com falta de convívio entre crianças e jovens das mesmas fachas etárias, e até, para alguns, com deficientes condições de alimentação e falta de meios tecnológicos para uma ligação eficiente ao seu professor.

Na situação que ainda não nos deixou tranquilos, todos os intervenientes da grandiosa ação de “Educar” têm que ser cuidadosos, para que o que passou, não volte, e seja mais um motivo de tristeza para todos.

Só a precaução e respeito pelas regras podem evitar que as “Escolas” tenham que fechar, outra vez.

Que o ano letivo possa terminar com as melhores condições, permitindo que a alegria de saber, o gosto de conviver, sejam uma realidade, por todos desejada.