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Há valores que parecem esvaziar-se no decorrer do tempo ou perderem o seu verdadeiro significado.

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Sempre me ensinaram que a verdade, seja ela qual for, encontre os obstáculos que encontrar, deve vingar em toda e qualquer situação.

Assistimos, atónitos, à escandalosa manipulação da verdade, usada como arma de arremesso contra quem procura, a todo o custo, mantê-la e preservá-la.

Não há duas verdades!

“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo , a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho
“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo, a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho

Há sim, muitas formas de mentir e ludibriar.

Como pode uma sociedade educar, se o seu exemplo é tremendamente negativo, vindo das mais conhecidas personalidades públicas, o mau exemplo?

Que escola é esta que deturpa os factos, manipula os dados, faz uma miscelânea de palavras, brinca com a boa fé dos incautos e ilude os desprevenidos?

É uma péssima escola, de um nível duvidoso e cada vez menos credível.

Evidentemente que estou pensando na Assembleia da República Portuguesa e nos seus deputados, eleitos pelo povo, que brincam com quem os elegeu, lêem pouco e mal, a matéria que têm para analisar, assinam de cruz, sem saberem, minimamente, o que estão a fazer e esquecendo as consequências dos seus actos.

E depois dos erros cometidos, a que assistimos?

Tentativas constantes de passar as culpas para outrem.

Desvios absurdos de intenções.

Culpabilização de quem sempre revelou a verdade da situação financeira do País.

Insulto e crítica despropositada a quem se manifesta incapaz de cumprir o que os irreverentes e inconscientes exigem, sem que haja as condições suficientes para o concretizar.

Será tão difícil viver em democracia, como alguns nos querem fazer crer?

Praticar a justiça, a igualdade e respeitar a liberdade, é um comportamento demasiado importante para ser tratado tão levianamente.

Um verdadeiro Estado Democrático merece ter cidadãos com coerência e carácter indiscutíveis.

Como reverter a situação que vivemos e que de bom, nada tem?

Só vejo um caminho:

Uma verdadeira educação cívica desde a infância, que poderá contribuir para criar uma mentalidade mais sã e menos egoísta, com mais dádiva e menos vaidade, mais amor ao trabalho e menos ganância de ultrapassar tudo e todos, usando meios pouco honestos.

Assistimos à triste realidade do mentiroso que faz, desse exercício, prática corrente de vida, sendo desmascarado na praça pública.

Ensinemos a amar e a praticar a verdade, nem que ela seja dura, porque «a mentira tem perna curta».

Diz o povo na sua sabedoria e com muita razão:

-Coitado do mentiroso, mente uma vez, mente sempre. Ainda que fale a verdade, todos lhe dizem que mente!