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Não é a morte que nos torna santos ou heróis.

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É a vida que nos guardará na memória dos tempos porque lhe deixamos um pouco do melhor que em nós fez morada.

A vida, esse precioso dom que muitas vezes nem sabemos medir-lhe o valor

O nosso partir deixa, nos que nos amam, a recordação dos dias vividos, as emoções, os sentimentos, os sofrimentos e esperanças do que queríamos ser, fazer, refazer ou reconstruir e não tivemos tempo, oportunidade ou, até mesmo, vontade de concretizar.

Os sonhos realizados, as obras feitas e os amores vividos são as forças misteriosas que a morte nunca poderá apagar.

Tudo o que na vida é revestido de carinho, ternura, amizade ou do amor mais profundo, é indestrutível.

“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo , a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho
“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo, a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho

Morreu uma poetisa, uma mulher sonhadora, uma alma que amava a sua terra, a sua família, as suas origens, com sentimentos tão largos como a planície onde nascera.

Pela primeira vez viu o seu nome e a sua arte poética publicados num livro.

Convidada por mim, porque fui lendo no Facebook alguns dos seus escritos poéticos, entrou como autora na Colectânea Literária e Artística Elvas à Vista, em Janeiro passado.

Sei que sentiu nisso um enorme prazer e a alegria de que, o que escrevia, tinha valor.

Em Fevereiro deste ano voltei a endereçar-lhe igual convite para participar numa nova obra, a Colectânea Eurocidade-Badajoz, Elvas, Campo Maior.

Foi com igual regozijo que enviou, novamente, os seus poemas que serão publicados em breve.

Não terá já oportunidade, fisicamente, de nos acompanhar, mas o seu espírito estará presente e será lembrada por todos os autores.

A poetisa, a quem hoje presto a minha homenagem, era minha prima em segundo grau. O seu avô paterno era irmão do meu avô materno. Nascemos no mesmo ano em Santa Eulália, terra das nossas famílias e tínhamos os mesmos gostos pela escrita e pelas artes.

O seu nome é Ana Maria Bartolomeu Foles Mercês.

Não te esqueceremos, querida poetisa!