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Hoje em dia, e porque de fora nos tem vindo o reconhecimento com a massificação do turismo e o fascínio que o nosso Alentejo exerce sobre quem nos visita, voltámos a ter orgulho de quem fomos e de quem somos.

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Orgulho do nosso sotaque, tantas vezes caricaturado.

Orgulho da nossa gastronomia feita de afetos onde com pouco se faz muito.

Orgulho das nossas raízes, dos nossos ancestrais, homens e mulheres obreiros do mundo que nos foi legado.

Orgulho das nossas tradições, identidade única, inigualável, que devemos preservar e transmitir às gerações vindouras para que, como nós, também eles se orgulhem das suas origens.

Nuno Franco Pires
Nuno Franco Pires, escritor

A poetisa Graça Foles Amiguinho fá-lo no seu livro “Alma alentejana” apresentado em Santa Eulália, sua aldeia natal, na tarde do passado feriado. Mergulhando nas doces memórias de uma meninice alentejana, valendo-se do seu talento para a poesia, homenageia desta forma a Santa Eulália que a viu nascer, mas também as suas gentes, os usos e costumes. Este livro é um hino à vivência que outrora marcou esta aldeia, mas também toda uma região, uma forma de vida, diferente da atual, talvez mais autêntica, mais rica.

A Graça transporta-nos para meados do passado século XX e entre rimas e palavras faz-nos redescobrir uma época, atividades banais, mas tão poéticas que marcaram a época dos meus avós e dos avós deles, numa epopeia sem fim que este livro desmistifica e dá a conhecer.

A Graça homenageia ainda figuras ilustres de Santa Eulália, que muitas as houve, bem como as cidades vizinhas de Elvas e Portalegre ou as afamadas festas de São Mateus.

No passado Sábado a apresentação teve lugar em Barbacena, aldeia onde a autora tem também muitos laços afetivos, estando ainda previstas outras apresentações em Elvas e Portalegre, para as quais deixo o convite.

Como disse um dia, José Ortega y Gasset, filosofo ensaísta e ativista político espanhol, “O que distingue um grande poeta é o fato dele nos dizer algo que ninguém ainda disse, mas que não é novo para nós.”

A Graça traz o Alentejo na voz. Não se canse de a elevar. Não se canse de louvar este Alentejo. O Seu. O meu. O de todos nós.

Obrigado, Graça.