Para-quê,-ser-feliz
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Opinião de Graça AmiguinhoNesta época do ano vemos por todo o lado, lemos em toda a parte, cartazes que nos falam de desejos, desejos de felicidade!

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Mas será que ser feliz é um desejo apenas, ou uma condição de vida?

Alguém desejará ser triste e melancólico?

A felicidade é tão especial que não se encontra ao virar da esquina ou na página de um livro ou de um jornal?

Afinal, para que serve a felicidade?

Como posso atingir esse patamar da felicidade? Onde a vou procurar? Qual a sensação de a possuir?

Para quê, ser feliz?

O que transforma o ser humano quando diz sentir-se feliz?

Tantas interrogações quando, afinal, o abstrato não tem explicações.

“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo , a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho
“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo, a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho

Eu sou feliz porque no meu pensamento amo alguém, amo o que faço, luto pelo que quero alcançar, sofro quando vejo alguém sofrer, me sacrifico até ao infinito, para satisfazer as vontades dos que amo, quando lhes dou palavras de compreensão, ajuda material, quando dela precisam, quando escuto as suas dúvidas e lamentos, quando choro se eles choram, quando rio se eles riem.

Sou feliz quando me esqueço de mim. Quando deixo de pensar apenas nos meus interesses, quando abdico dos meus pequenos vícios para ajudar alguém, quando ultrapasso as fronteiras do comodismo e do bem-estar para proporcionar aos que me rodeiam, melhores condições de vida.

A felicidade não se encontra no mero prazer sexual ou no uso e abuso de luxos materiais.

A felicidade é volátil, é intocável, é sobrenatural.

Eu posso ser feliz, passando privações. Posso ser feliz, não fazendo tudo o que queria. Posso ser feliz apenas com um sorriso, um beijo, um abraço, um olhar que me chegue de alguém que amo, que quero amar, ou até de um desconhecido, com quem me cruzo na rua e me diz: -Bom dia!

Afinal, a felicidade mora em qualquer lugar, mora em qualquer pessoa! O que é preciso é saber ir ao seu encontro, agarrá-la como se não houvesse amanhã, interiorizá-la como se fosse a água mais cristalina que nos purifica o corpo e a alma.

Há mil razões para ser feliz! Há mil caminhos para descobrir a felicidade verdadeira, a paz de espírito e a sensação de que temos o mundo na mão, feito de pequeníssimos gestos que queremos partilhar com o universo.

A vida, o sofrimento e a perca, vão-nos ensinando a ser felizes com coisas simples.

Vamos confiantes ao encontro do outro, amemos perdidamente, perdoemos infinitamente e então podemos gritar aos sete ventos, que o ano que vai começar, será um Ano Feliz!

Para todos vós, queridos leitores, que me destes uns minutos da vossa vida lendo este meu pensamento, desejo que 2020 seja um Ano pleno de Felicidade!