Opinião - Graça Foles Amiguinho
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Terra onde reina a serenidade de uma paisagem que nos convida a penetrar na profundidade da alma, mas que, paralelamente, ao longo dos tempos, tem sido palco de cenas de vida, que não queríamos ver repetidas, em pleno século XXI, quando o regime que nos governa é suposto ter capacidade para defender os direitos de todos os cidadãos, livrando-os das garras de gente sem escrúpulos, que sempre existiu e existirá, infelizmente.

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O que foi denunciado, há poucos anos, atrás, volta a ser notícia, embora fosse o vírus, que veio pôr a nu, as condições degradantes e desumanas em que vivem milhares de trabalhadores, contratados para fazerem um trabalho, mal pago, que hoje, os alentejanos se negam, e com toda a razão, a aceitar.

Por detrás de toda esta miserável situação, quem se esconde, quem são os exploradores desses trabalhadores?

Quem lhes dá trabalho, ou os intermediários que os contratam no estrangeiro?

A verdade está por averiguar, se houver vontade política e se os verdadeiros valores da Democracia forem postos em primeiro lugar.

É inadmissível, que alguém tenha um trabalhador a proporcionar-lhe acumular riqueza, e não se incomode com as condições degradantes em que esse trabalhador vive, nas horas em que precisa descansar, recuperar energias e ter uma vida saudável e decente.

Ouvindo alguns imigrantes, que deram a cara, em entrevistas, ficamos a pensar que não são pessoas sem cultura, pela forma como se exprimem e pelo conhecimento que têm de outra língua, para além da sua.

E calam, calam, consentem, consentem, porque o berço onde nasceram e onde deviam viver, ainda lhes dá piores condições de vida, do que as que encontram no Alentejo.

A humanidade está cada dia, mais desumanizada, mais gananciosa, menos solidária com o seu semelhante.

Esta pandemia tem evidenciado a face boa do homem e a sua face mais pérfida.

No final, veremos a que vai vencer, se a boa, ou a egoísta.