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Alma Alentejana, o meu livro de poesia

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Falar das coisas da alma é sempre tarefa delicada.

Porém, falar da Alma Alentejana, o livro de poesia que será apresentado em agosto, em várias localidades alentejanas, é, para mim, uma grande alegria.

“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo , a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho
“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo, a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho

Como alentejana que sou e, sentindo em mim o pulsar da alma da minha gente, falar do Alentejo, das suas planícies doiradas pelo trigo e salpicadas pelo vermelho das papoilas, falar do suor das ceifeiras, dos seus lenços cobrindo o rosto para as proteger do sol ardente, dos seus chapéus, das foices, dos cochos de cortiça, dos cajados dos pastores, dos rafeiros e das malhadas, dos porqueiros e dos merendeiros de farinheira e toucinho, dos montes e das eiras, do azeite e da tiborna, das sombras das azinheiras, dos amores escaldantes, dos seus cantes tradicionais, é trazer ao presente, um passado que não devemos esquecer, em memória dos nossos antepassados.

Alma Alentejana é o canto aos lugares sagrados dos sítios onde passei a minha juventude, aos seus monumentos e à sua ligação à história da nossa região.

Alma Alentejana é ainda um hino de louvor aos que aqui se distinguiram pelo amor à sua terra e pela bondade do seu coração e fé em Deus.

Alma Alentejana enaltece os grandes monumentos históricos de Elvas e arredores, que o mundo admira pela sua originalidade e beleza.

Alma Alentejana canta, de uma forma especial, Santa Eulália, a minha terra natal, Aldeia onde nasceu o grande escritor José da Silva Picão e a grande devota de Jesus Cristo, a Madre Maria Isabel da Santíssima Trindade.

Canta Elvas, a minha cidade abaluartada de origem árabe.

Canta Barbacena, a vila onde trabalhei durante os dois últimos anos que vivi no Alentejo e as suas antas de origem celta.

Canta Portalegre, a cidade onde tirei a minha formação profissional, a sua Sé, a serra de S. Mamede, os seus artesãos e o seu poeta, filho adotivo, José Régio.

Canta Campo Maior por ter a honra de nele ter nascido a única «santa» alentejana, Santa Beatriz da Silva.

Para quem ama a sua terra e gosta de poesia, aqui fica o meu convite.

Poderá assistir à Apresentação de Alma Alentejana nos seguintes locais:

  • Dia 15/8, às 17h00, no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Santa Eulália, Elvas;
  • Dia 18/8, às 18h00, no Multiúsos de Barbacena, Elvas;
  • Dia 22/8, às 16h00, no Museu da Tapeçaria de Portalegre Guy Fino;
  • Dia 25/8, às 17h00, na Biblioteca Municipal Dra Elsa Grilo, Elvas

Em cada Apresentação terá a oportunidade de ouvir a declamação de alguns dos 70 poemas, assim como uma linda voz alentejana que cantará poemas musicados por mim.

É uma pequena obra, mas feita com Alma Alentejana.

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