Atendimento via telefone - SNS
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Opinião de Graça AmiguinhoNa verdade, nunca imaginei que, aos 74 anos, pudesse ser considerada como mais um número, a preencher estatísticas.

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Se este é o progresso e evolução do sistema de saúde, deixa muito a desejar.

No meu caso, concretamente, tomei todas as medidas ao meu alcance para evitar cadeias de contágio. Não sobrecarreguei o SNS e, apenas, quando recebi o resultado positivo do teste que paguei, entrei em contacto com a Linha 24, que me cedeu um código que inseri, de imediato, no Stayawy covid.

A partir desse momento, regularmente recebi um telefonema do posto Médico a que pertenço e onde, à partida, deveria ser acompanhada.

Porém, logo fui informada que, se porventura a febre subisse, não poderia ir ao referido centro de saúde, mas ir no meu carro e deslocar-me a outra freguesia onde eram recebidos os doentes Covid.

Quis o destino que não passasse por essa situação, uma vez que as temperaturas nunca chegaram aos 38 graus.

Porém, por muito que nos digam que vamos ficar bem, é natural que comecem a germinar no nosso pensamento alguns receios ou até, algumas preocupações em relação aos dias futuros.

Uma das questões que levantei, prendia-se com o meu desejo de fazer um novo teste para saber qual o meu estado de saúde.

De imediato fui informada que, desde 14/10, que não são feitos segundos testes, embora nunca tenha percebido bem a verdadeira razão, se é economicista ou uma forma de camuflar o número real de infetados.

“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo , a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho
“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo, a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho

Evidentemente que, embora a médica que me telefonou a dar-me alta, nunca me tenha alguma vez visto, nem eu a ela, nada posso exigir nem reclamar, tendo apenas que aceitar ser dada como curada, sem saber se estou ou não.

Perante tudo isto, sinto uma enorme frustração, não por mim, mas por todos os que não se sabem defender e não têm meios para o fazer.

Eu tenho sido tratada principescamente pelo meu filho, com refeições bem preparadas por ele, deliciosas, que me deixam consolada. Estou confortavelmente instalada, com muito asseio.

Mas estarão assim todas as pessoas da minha idade, que passam por esta provação?

Quem as defende, quem as ampara, quem cuida verdadeiramente da sua saúde?

Compreende-se, perfeitamente, que muitos médicos e enfermeiros estão exaustos, mal remunerados, sobrecarregados com horas extras que não lhes pagam, fazendo o que lhes ordenam.

Cada dia que passa, mais me cansam as mensagens transmitidas nas televisões pela DGS e pela Ministra da Saúde. Os seus sorrisos transmitem hipocrisia, logro, mentira, falsidade para com um povo que não merece ser tratado desta forma.

Já era tempo de pessoas mais competentes assumirem esses cargos e o SNS estar verdadeiramente ao serviço do Povo Português!

A nossa AR preocupa-se com ninharias, quando a saúde pública está gravemente ameaçada.

Precisamos de menos conversa, menos falsidade, mais responsabilidade e decisões inteligentes e justas, da parte de quem governa Portugal.