Ana Luísa Amaral
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Numa edição que contou com nomeações oriundas de sete (7) instituições de dois (2) países, o júri, reunido hoje remotamente, decidiu, por unanimidade, atribuir o Prémio Vergílio Ferreira a Ana Luísa Amaral cuja obra “memória e vindicação do feminismo português, desdobra-se em áreas tão diversas como a teoria e a prática literárias, reunindo, ainda, pelo diálogo que estabelece com a tradição clássica e contemporânea, um conjunto de qualidades que apresentam o melhor dos processos de identificação da nova sociedade portuguesa.”

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Poeta, professora, investigadora e ensaísta, Ana Luísa Amaral está representada em inúmeras antologias portuguesas e é autora de vários livros de poesia, entre os quais “A génese do amor”, com o qual obteve em 2007 o Prémio Literário Casino da Póvoa/Correntes d’Escritas. Foi ainda distinguida com o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores e galardoada, em Itália, com o Prémio de Poesia Giuseppe Acerbi. A sua poesia encontra-se traduzida para várias línguas.

Estudiosa da obra de Emily Dickinson, conta ainda com uma importante obra realizada no campo académico, da qual se destaca o ensaio” Dicionário da Crítica Feminista” em co-autoria com Ana Gabriela Macedo, referência internacional que colocou Portugal no mapa dos Estudos Feministas.

O júri do Prémio que pretende homenagear o escritor de “Aparição” é presidido por Antonio Sáez Delgado e composto, nesta edição, por Ana Paula Arnaut (Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Pedro Serra (Faculdad de Filología da Universidad de Salamanca), Cláudia Teixeira (Universidade de Évora) assim como a crítica literária Anabela Mota Ribeiro.

Tal como nas edições anteriores, a cerimónia de entrega do galardão está agendada para o dia 1 de Março, data em que se assinala o aniversário da morte do escritor Vergílio Ferreira (1916-1996), patrono do prémio e autor de “Aparição”.

O Prémio Vergílio Ferreira foi atribuído, pela primeira vez, a Maria Velho da Costa, seguindo-se Maria Judite de Carvalho, Mia Couto, Almeida Faria, Eduardo Lourenço, Óscar Lopes, Vítor Manuel de Aguiar e Silva e Agustina Bessa-Luís.

Manuel Gusmão, Fernando Guimarães, Vasco Graça Moura, Mário Cláudio, Mário de Carvalho, Luísa Dacosta, Maria Alzira Seixo, José Gil, Hélia Correia, Ofélia Paiva Monteiro, Lídia Jorge, João de Melo, Teolinda Gersão, Gonçalo M. Tavares, Nélida Piñon e Carlos Reis foram os outros galardoados.