Nuno Mocinha, Presidente da CME ©Elvasnews
   Publicidade   
   Publicidade   

O Centro de Artes e Ofícios do Património (CAOP) apresentado esta segunda-feira, 18 de Abril, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, é um projecto que visa gerar atractividade territorial e promover o desenvolvimento social e económico através da preservação dos saberes e saberes-fazer locais.

   Pub 
   Pub 
   Pub 
   Pub 
   Pub 
   Pub 
   Pub 
   Pub 

O CAOP resulta de uma parceria entre os Municípios de Elvas e Campo Maior, o Ayuntamiento da Badajoz e a Associação InCidades. Visa a formação, qualificação e valorização de profissionais tendo em vista à recuperação do património elvense e conta com os apoios da Direcção Regional de Cultura do Alentejo (DRCA), do Instituto Politécnico de Portalegre (IPP) do Centro de Formação Profissional do Artesanato e da Universidade de Évora.

Participaram nesta apresentação o presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha, o presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Ricardo Pinheiro, o vice-presidente do Ayuntamiento de Badajoz, a Directora Regional da Cultura do Alentejo – DRCA, Ana Paula Amendoeira.

O CAOP vai ocupar o prédio do século XV no nº 13 da Rua Martim Mendes, onde os formandos poderão aplicar in loco os ensinamentos adquiridos ao longo dos cursos práticos.

Nuno Mocinha destacou a importância deste Centro de Artes referindo “o facto de ser um centro dedicado às artes e aos orifícios tradicionais”, o que significa que vai “ajudar tanto as empresas, que vão ter que recuperar vários imóveis em património classificado, como, ao mesmo tempo, vai formar as pessoas para aplicar essas técnicas”. O Edil disse ainda que o CAOP “é feito em cooperação com Badajoz e Campo Maior o que quer dizer que se trata de um centro que passa para o lado de lá” da fronteira.

Prevê-se que o Centro entre em funções “até ao final do ano”, disse Nuno Mocinha que salientou “o mesmo resulta de um investimento, que já foi candidatado na última convocatória do INTERREG, de algumas centenas de milhares de euros”. Por outro lado, disse o edil “importa referir que este centro não está dependente dessa candidatura porque Elvas, Campo Maior e Badajoz sempre olharam para os fundos comunitários não como uma forma de financiamento mas como uma forma de incentivo”.

A Directora Regional de Cultura do Alentejo, Ana Paula Amendoeira enalteceu a “excelente gestão feita pela Câmara de Elvas, uma vez que se não houver uma boa gestão as ideias não passam disso” e elogiou a Câmara de Elvas por ter dado “um exemplo ao País” ao apresentar o “relatório final do cumprimento dos compromissos assumidos” e sublinhou “pelo Estado Português” no que se refere às fortificações de Elvas.

O que é o CAOP
Com sede em Elvas é a primeira estrutura comum à construção da Eurocidade Elvas-Badajoz-Campo Maior, tem como missão gerar atractividade territorial e promover o desenvolvimento social e económico através da preservação dos saberes e saberes-fazer locais. Este projecto é desenvolvido cm recurso a uma equipa multidisciplinar com vasta experiência nas áreas da conservação, salvaguarda e valorização do património cultural, em parceria e com suporte técnico de instituições nacionais e internacionais. O CAOP apresenta como objectivos: – formação de novos profissionais das artes e ofícios do património – valorização dos mestres guardiões dos saber-fazer locais – desenvolvimento de uma oferta de formação profissional de curta duração, inicial e contínua, centrada na aquisição de competências, ajustada à necessidade das empresas e do mercado de trabalho e à integração socioprofissional de grupos com dificuldades de inserção no mercado de trabalho. São actividades previstas: Capacitação, através de cursos de formação profissional de curta duração que valorizem práticas de preservação do património material e imaterial; Mesas redondas, que favoreçam o conhecimento pela permuta de saberes e de informação; Itinerários culturais, que assegurem a valorização e a difusão do património da Região; Centro de Documentação focado nas diversas áreas das artes e ofícios do património; Plataforma de ligação entre os detentores do saber-fazer tradicionais e as oportunidades de trabalho do dono de obra, pessoal ou empresarial.