#EstudoEmCasa
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Opinião de Graça AmiguinhoVivemos um tempo novo, tempo de medo, ansiedade e descoberta de novas realidades.

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Milhares de crianças e jovens de Portugal, impedidos de ir para a Escola, por precaução e salvaguarda do seu bem-estar e dos outros, começaram o terceiro período de aulas com o ensino à distância de um clique, comodamente instalados no seu ambiente familiar.

Para esta camada da população, o uso das novas tecnologias é motivo de satisfação pessoal, pois já estão habituados a um contacto, quase permanente, com a internet.

Muitas vezes, eram até criticados pelos mais velhos, porque muitos deles privilegiavam essa forma de comunicação, em detrimento da conversa familiar que se foi tornando, dia a dia, mais escassa.

Quantas sátiras foram feitas sobre as famílias, reunidas no mesmo espaço, e cada qual agarrado ao seu telemóvel, em silêncio, algumas vezes, até, trocando mensagens entre si…

Neste tempo de provação, quando muitos dos educadores são pessoas que precisam tomar cuidados dobrados para não serem apanhados pelo maldito Covid-19, a melhor solução, para bem de todos, pois sabemos que o vírus não escolhe idades, foi determinada por quem governa a Nação, e as aulas serão transmitidas pela televisão ou por outras plataformas digitais, de forma que cheguem a todos os alunos, o melhor possível.

“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo , a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho
“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo, a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho

Na verdade, as novas tecnologias têm-nos permitido o acesso ao conhecimento, à informação minuto a minuto, à visualização de tudo o que se passa no mundo, de tal forma que, já não prescindimos delas, de forma alguma.

A minha experiência tem sido muito enriquecedora, pois tenho aprendido coisas que nunca seria possível imaginar.

Não é a primeira vez que vivo a situação de preparar a edição dos meus livros ou de Colectâneas, nas quais participam autores nacionais e estrangeiros, como acontece, neste momento, com a Colectânea, Raia Luso Espanhola, na qual já entraram 28 autores espanhóis e 25 autores portugueses, cujos conteúdos me são enviados por mail e entregues à editora, à distância.

Porém, a minha acção prossegue, para além da correspondência recebida e reenviada. Muitos serões estou online com a editora, através de uma plataforma que me permite visualizar o seu computador e o trabalho que está sendo preparado, para cada autor, referente às suas páginas, na obra. Assim, em conjunto, vamos elaborando o trabalho, de forma a podermos enviar em pdf, a cada autor, a sua colaboração, de modo que, cada um possa verificar se está de acordo com os seus desejos.

São formas de ocupação muito saudável, sobretudo para a minha mente, mantendo-me activa, atenta e enriquecendo a minha vivência cultural.

Às famílias que têm a nobre missão de acompanhar os seus filhos, em casa, e que tiveram que abdicar de parte do seu ordenado, desejo que encontrem, neste tempo, uma forma de compensação pelos anos em que não tiveram oportunidade de seguir a evolução dos filhos e nem os filhos puderam gozar a presença carinhosa dos pais, tirando dele, o maior proveito espiritual.

Aos professores que têm que reforçar a sua agilidade mental para se adaptarem às novas formas de comunicar, desejo que colham os melhores resultados do seu trabalho precioso e sempre tão dedicado.