©António Serra
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Supostamente de origem árabe, as chaminés Alentejanas podem ser cilíndricas, quadradas ou rectangulares.

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Por vezes no alto das chaminés encontramos cata-ventos muitos deles autenticas obras de arte.

De dimensões variadas é vulgar encontrarmos exemplares que podem atingir os três metros de altura e um metro de diâmetro.

Diz-se que o seu tamanho representava o estatuto social de quem as mandava construir, podendo existir várias chaminés num mesmo telhado.

A chaminé representa o local chave na habitação já que era por debaixo da sua abóbada que a família se costumava reunir.

Por terras alentejanas a cozinha reveste-se de especial importância, acumulando múltiplas funções: além da sua própria, a de refeitório, sala de trabalho e de acolhimento, pois grande parte das casas possui a sua porta principal directamente a ela, tornando a cozinha sala de fora.

No monte a chaminé é seu o coração. O lume largo e patriarcal que arde sob o chão, sem grelhas nem cachorros, fica de uns dias para os outros. Basta soprar o borralho em cada manhã, juntarar-lhe uma mão cheia de gravetos, e ei-lo que se renova e resplende, ressuscitado.