Colectânea 2021 - Cultura sem fronteiras
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Opinião de Graça AmiguinhoVamos falar de coisas bonitas!

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Sofrer por antecipação, nunca foi a melhor forma de encarar os problemas e a vida.

Temos que fortalecer a nossa mente para que, quando as tempestades nos batem à porta e não lhes podemos impedir a entrada, termos ânimo para as vencermos e continuar em frente.

Todos temos consciência dos dias sombrios que pairam sobre nós, humanos, que tanto temos de fortes e combativos, como de frágeis e submissos.

A minha vida tem sido sempre uma luta, desde que me conheço.

Quantas vezes, olhando para as minhas fotografias, algumas tiradas em tenra idade, nelas vejo uma profundidade estranha no meu olhar, que não ser dizer se seria uma manifestação de maturidade precoce, se um presságio indicador da serenidade que precisaria ter para enfrentar o futuro.

Porém, por detrás desse olhar triste e sereno, havia uma alma sonhadora, empreendedora, com dons que só o tempo poderia revelar.

Tudo na vida fiz com muito amor, com a força e determinação que tantas vezes me trouxeram grandes alegrias, mas também muitos dissabores.

“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo , a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho
“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo, a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho

Mas o melhor de mim, como diz a canção, “ainda está para vir”.

Vou sonhando e, no meu barco transporto gente que ama o que eu amo, sonha como eu sonho e acredita na força da palavra, no encanto da imaginação criativa e no prazer de reunião de saberes, na comunicação sincera e despida de vaidades, no amor fraternal que pode congregar os povos.

O ano 2021, tal como 2020, será mais um ano de lutas, de sofrimentos, de perdas, mas não podemos entregar-nos nas mãos do desespero, não podemos afundar-nos no mar da depressão e da tristeza.

Temos o dever moral de ajudar quem sofre, animar quem desanima, amparar quem precisa de amparo.

Sentimos a obrigação de nos erguermos e tentarmos, com a força das nossas convicções, construir um mundo mais justo, mais humanizado, mais tolerante e fraternal.

A Colectânea 2021 – Cultura sem fronteiras – será a pedra no charco, o agitar das vontades, a prova de que queremos viver, de que queremos vencer, de que queremos mostrar ao mundo que não importa a idade, o sexo, a naturalidade, porque somos todos iguais, porque somos todos capazes e, dando as mãos, seremos mais felizes.

Nascida a nova ideia para uma nova obra literária, aqui deixo o convite a escritores, poetas, pintores e fotógrafos, que se queiram juntar aos 49 autores que já estão inscritos, até este momento.

Unidos, seremos melhores!

Unidos nos sentiremos mais felizes!

Unidos realizaremos sonhos, tão pueris!

Unidos tornaremos a Cultura mais forte!