Início Opinião Graça Amiguinho Crianças enjauladas

Crianças enjauladas

COMPARTILHE
   Publicidade   
   Publicidade   

Cada dia que passa mais horrores atormentam a vida humana.

A desumanidade, a intolerância e o desamor são de bradar aos céus.

Quanto mais ricos são os homens, menos solidários são com os desprotegidos, os marginalizados, os deserdados, os infelizes.

Só quem não tem coração, mas não coração de carne, coração de sentimentos, pode ficar indiferente às atrocidades cometidas e vergonhosamente dizerem estar baseadas na Bíblia Sagrada.

Os Estados Unidos da América conseguem, na sua arrogância e prepotência, deturpar tudo, até os ensinamentos Bíblicos.

Os grandes servidores de um presidente louco querem enganar o mundo fazendo-se donos do saber mas de um saber muito limitado e cheio de lacunas, de acordo com as suas conveniências.

“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo , a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho
“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo, a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho

Jeff Sessions, o Procurador geral Norte Americano aparece, no seu discurso, a citar S. Paulo, o Apóstolo dos gentios, referindo um conselho dado ao povo desse tempo, mas esqueceu-se de ler o resto da epístola do grande santo.

Ao referir Romanos 13, onde S. Paulo apela a que todos obedeçam às leis governamentais porque Deus as ordenou com o propósito de ser mantida a ordem, esqueceu o mais importante e que põe em causa toda a autoridade.

  • É preciso que as autoridades cumpram o seu dever.
  • É preciso amarem-se uns aos outros como Jesus nos amou.
  • É preciso viver na luz e não nas trevas.

Agora poderemos perguntar a esses presunçosos eruditos:

  • os EUA cumprem os seus deveres perante o povo?
  • os EUA amam os outros como se amam a si próprios?
  • os EUA têm vidas decentes que não se envergonhem delas à luz do dia?

Quando Trump ganhou as eleições, uma dos seus cartazes de campanha anunciava a criação de um grande muro que separasse o México dos EUA.

Depois queria que fossem os Mexicanos a pagar o muro.

Prometeu retaliações mas virou-se para a Coreia e anda por lá a fazer teatro.

Neste momento é repugnante o que está fazendo com os imigrantes ilegais que entram no seu território.

Separar os filhos dos seus pais, tratá-los pior que animais, mantê-los enjaulados sem dizer qual o destino que vai dar a essas crianças, é um horror.

O mundo civilizado não pode aceitar tal procedimento.

Só falta mandá-los para câmaras de gás, como fez Hitler.

É preciso que toda a comunidade internacional manifeste o seu desacordo, pois não há nada que possa justificar tal barbárie.

Os defensores dos Direitos Humanos têm que tomar uma posição firme e condenar o que se está a passar no Vale do Rio Grande, no Texas.

Há vozes de mulheres que já se fazem ouvir declarando, abertamente, a sua opinião sobre a crueldade que está sendo praticada por uma nação que devia ser um exemplo de solidariedade pois, na sua história, feita por gentes vindas de todos os cantos do mundo, a escravatura não deveria ainda existir.

A própria Europa deve agir, embora dentro dela ainda haja alguns sinais de rejeição dos povos em fuga das suas terras por falta de condições de sobrevivência que, felizmente, vão sendo resolvidos por atitudes de verdadeiro altruísmo e solidariedade.

Não podemos calar a nossa tristeza pelo que se está a passar.

Usar crianças como pedras de arremesso e chantagem é de um nível tão baixo, que repudiamos com veemência.