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Como cuida dos seus filhos?

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Nos tempos que correm, torna-se imperioso, assumir as responsabilidades sobre o destino de cada criança e a forma como se educa e prepara para a vida.

São os familiares os primeiros cuidadores da criança e sobre eles cai a missão de a ensinarem a defender-se e a não seguir caminhos que a podem conduzir ao abismo.

Não é tarefa fácil e disso, todos os que fomos pais, temos noção. Porém, de há uns anos a esta parte , as notícias sobre raptos e abusos sexuais de menores tornou-se um desespero para quem tem crianças a seu cargo.

Muitas vezes me interrogo se as famílias têm os comportamentos devidos para que casos com tamanha gravidade sejam evitados.

E porquê? Qual a razão das minhas dúvidas?

Modernamente há uma certa tendência para que todo e qualquer comportamento seja considerado normal e banal, até.

As crianças perdem cedo a inocência e os seus sentidos são excitados, prematuramente, pelo que presenciam no dia-a-dia e pelo que lhes permitem ver nos meios de comunicação.

E, é absolutamente natural, que a curiosidade conduza a criança em busca de experiências que lhes possibilitem descobrir o que há por trás de certas atitudes, tão apreciadas pelos adultos.

“Canto a minha terra, a minha gente ! Este povo que amo , a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho
“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo, a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho

Houve, nas últimas décadas, uma ânsia de liberdade que arrastou muitos jovens para a libertinagem e, com ela, a muitos excessos e à perca dos valores tradicionais de moral.

São esses, muitos dos pais de hoje, que, nem sei com que sentido, beijam os filhos na boca, os acarinham como se estivessem desejosos de os iniciar em ritos de sexualidade cega.

Dói-me dizer isto mas não posso calar uma realidade nunca antes vista em Portugal. Talvez, pela cabeça dos adultos , passe a ilusão de serem uns progressistas modernos. As consequências não as imagino.

Outro aspecto que me intriga é a permissividade das famílias que deixam as crianças em total liberdade no uso da internet, sem o mínimo cuidado de os protegerem de assédio ou da visualização de pornografia.

Tudo é de acesso fácil. Uma criança, com um telemóvel, pode iniciar-se em ações que poderão levá-la a entrar em meios de degradação moral e arrastá-la para caminhos de perdição.

As crianças fazem vídeos em direto, expondo-se em posições corporais indevidas, atraem predadores sexuais, conspurcam a mente , cedo se viciam em sexo e , as famílias, que conhecimento têm desses atos? Cada membro da família tem o seu entretém nas horas vagas, pouco se importando um com o que o outro está a fazer.

Será isso cuidar bem da educação e preparação para a vida, de uma criança?

E, depois, as desgraças fazem manchetes nos jornais. Então, lá acontece mais um caso como o da menina luso descendente, cujo paradeiro se ignora e cujo desfecho se prevê ser o mais triste.

Que faziam e com quem estavam os pais da menina? Por que razão ela estava tão fora do alcance dos seus olhos? Por que razão só deram pela sua falta, tão tardiamente?

Responsabilidades, grandes responsabilidades para quem tem a seu cargo uma criança que, pela idade, é indefesa, facilmente influenciável e seduzida por seres execráveis que, embora já referenciados pela polícia, continuam seguindo e pondo em prática os seus pérfidos instintos.

São situações dramáticas que poderiam ser evitadas se os adultos soubessem assumir o seu lugar de educadores e cuidadores, ajudando as crianças a ser crianças, crianças alegres, puras e simples.

O meu maior desejo é ver famílias felizes, verdadeiramente felizes.

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