Da inteligência
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Vi recentemente um estudo em que o QI dos habitantes da Terra era hierarquizado da seguinte maneira, dos mais para os menos inteligentes: baleia, golfinho, ser humano, porco, gato, cão….

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Não sou completamente céptica relativamente a esta hierarquia, mas gostava de saber mais sobre o seu fundamento. Mais do que estarmos abaixo dos cetáceos, o que não é de todo descabido, choca-me um pouco que o porco esteja acima do gato e do cão, pois habituámo-nos a ver o porco a fossar na pocilga e é difícil vê-lo na cadeia da inteligência logo abaixo de nós. Mas quando soube, recentemente, que Arronches é conhecida como a terra dos porcos, porque antigamente cada morador tinha, pelo menos, um porquinho e umas vez libertados de manhã, os porcos iam autonomamente para o campo regressando sozinhos ao fim do dia para o seu chiqueiro, a coisa começou a fazer algum sentido. Talvez este episódio explique o tradicional comodismo dos alentejanos a que me orgulho de pertencer, e a que muitos, injustamente, chamam preguiça. É que com animais tão inteligentes não precisam de se esforçar muito, afinal os alentejanos estão já mais próximos do Quinto Império, uma espécie de franciscanismo de futuro, hoje ainda uma utopia mas que se realizará,  em que o homem não será escravo, mas trabalhará por amor fraterno e prazer, em espírito universal de serviço, convivendo em paz com o animal, sendo este respeitado na sua dignidade e… inteligência.

Outra resistência minha em relação àquela hierarquização de QI é o facto de os porcos estarem abaixo da humanidade. É que não tenho conhecimento que sejam os porcos os responsáveis por quase destruírem o planeta, por poluírem praias, florestas e atmosfera… pode ser ignorância minha, mas desafio quem me desminta.

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Risoleta C Pinto Pedro
Risoleta C. Pinto Pedro nasceu em S. Vicente e Ventosa, Elvas. Vive em Lisboa, foi professora de língua e literatura numa escola de ensino artístico e é escritora nas áreas do romance, novela, conto, poesia, teatro, crónica periodística e radiofónica (“Antena 2") , ensaio, cantata, ópera, musical, canção (libretos para os compositores Jorge Salgueiro e Paulo Brandão), alguns posteriormente editados em BD e CD. Excluindo parcerias e colectâneas ou revistas, tem, a título individual, vinte e duas publicações, sendo as mais recentes: Mater, Útero de Romã; O sol do Tarot de Sintra; Happy Meal, Manjar Sentimental (ficções), Cantarolares com Sabor Azul (poesia), Àvida Vida (poesia) A Literatura de Agostinho da Silva, essa Alegre Inquietação e António Telmo, Literatura e Iniciação (ensaios). Prémios: poesia pela SLP; na narrativa: A Criança Suspensa, Prémio Ferreira de Castro; e O Aniversário, Prémio APE. É membro do Gabinete de Estudos Agostinho da Silva e do Projecto António Telmo, cujas obras vem estudando e sobre as quais vem escrevendo e fazendo palestras. Prepara, em parceria, a biografia de António Telmo.