Do minúsculo ao gigante: todos têm um papel no Ecossistema

Do minúsculo ao gigante: todos têm um papel no Ecossistema [scaled]
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Nos últimos quinhentos milhões de anos, a vida na Terra foi quase dizimada por cinco vezes – alterações climáticas, uma idade do gelo intensa, vulcões, e a rocha espacial que colidiu com o Golfo do México há 65 milhões de anos, obliterando os dinossauros e um conjunto de outras espécies. Todos os sinais indicam que estamos agora perto da sexta, sendo considerada como “o maior episódio de desaparecimento de espécies desde a extinção dos dinossauros”, com a diferença que desta vez, por culpa da acção humana.

A Europa perdeu 80% de insectos em 30 anos! O que contribuiu para o desaparecimento de 400 milhões de pássaros, assim como também de anfíbios, lagartos, peixes, pequenos mamíferos, etc. Mais de 40% das espécies de insectos estão em declínio e 1/3 já estão classificadas como Ameaçadas. Quando se afirma que 80% da biomassa de insectos desaparece em 25-30 anos, podemos declarar que se trata de uma catástrofe na Natureza numa escala mundial para os nossos ecossistemas e para a nossa sobrevivência.

As maiores causas da eliminação de animais tão essenciais para a vida como os pequenos invertebrados, centram-se na destruição do seu habitat (fonte de alimentação, abrigo e protecção), a utilização crescente de pesticidas e fertilizantes artificiais, as alterações climáticas (variações de temperatura que não são suportadas por algumas espécies de insectos), a poluição as águas rurais e urbanas, entre outras. Ao enveredar pela Agricultura Intensiva, há a eliminação das árvores e arbustos que rodeiam os campos e as hortas; os solos ficam planos e são tratados com pesticidas, tornando-os estéreis. Assim, assiste-se à existência de solos pobres em nutrientes e sem arejamento (as plantas não vingam); deixa de existir a circulação de nutrientes ao longo dos solos (permitindo que as plantas morram desnutridas); há a extinção de polinização de plantas (não há nascimento de novas plantas); e, naturalmente, ocorre o desaparecimento do controlo natural de parasitas (os parasitas sobreviventes apoderam-se da flora, provocando doenças ou mesmo a morte das plantas).

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Passando dos pequeninos para os grandes, os elefantes africanos ainda são caçados em grande número. Dezenas de milhares de elefantes são mortos anualmente para obtenção de marfim. Este material é frequentemente esculpido em ornamentos e jóias, sendo a China o maior mercado consumidor desses produtos. A proibição do comércio internacional foi introduzida em 1989 pela CITES (Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Selvagem), após anos de caça furtiva sem precedentes. Na década de 1980, cerca de 100.000 elefantes eram mortos por ano e até 80% das manadas foram perdidas em algumas regiões. Esta proibição permitiu que algumas populações se recuperassem, especialmente onde os elefantes foram protegidos de forma adequada, mas, infelizmente, nos últimos anos a procura aumentou novamente.

Os elefantes florestais africanos são importantes dispersores de sementes por meio do consumo de frutas. As tâmaras florestais são consideradas dependentes do elefante, pois a semente germina com mais sucesso depois de passar por um elefante. Os elefantes também são responsáveis ​​pela criação e manutenção de grandes clareiras no meio das florestas tropicais, em áreas onde destroem a vegetação enquanto comem e viajam. Essas aberturas florestais afectam fortemente a regeneração das árvores florestais e aumentam a diversidade das mesmas, afectando muitos outros organismos naquela área. Os caminhos e buracos no solo feitos pelos elefantes durante as suas viagens, são usados ​​por outros animais menores como abrigo ou tornam-se numa fonte de água.

A vida do nosso Planeta em alguns números (fontes: WWF e IUCN):

2.5%: taxa de declínio de insectos anual. Num século, deixam de existir insectos.

60%: As populações de mamíferos, aves, peixes, répteis e anfíbios diminuíram, em média, 60% entre .1970 e 2.014.

50%: Estima-se que a Terra tenha perdido cerca de metade de seus corais de águas rasas nos últimos 30 anos.

20%: Um quinto da Amazónia desapareceu em apenas 50 anos.

37400: De 134.425 espécies monitorizas, mais de 37.400 estão ameaçadas de extinção.

Se quebramos uma parte do ciclo da vida, as outras partes irão sofrer obrigatoriamente. A nossa sobrevivência depende da natureza, dos ecossistemas, da água, do oxigénio, etc. Mas há ainda um caminho!

É necessário: restaurar habitats; repensar nas práticas agrícolas; diminuir a utilização de pesticidas artificiais; utilizar práticas mais sustentáveis; reservar espaços naturais selvagens para as espécies endémicas ou autóctones; recuperar zonas urbanísticas em vez de destruir mais espaços verdes para novos empreendimentos; entre outros.

Zoo Santo Inácio

cultura, ciencia, tecnologia