Edu, um jovem elvense em sofrimento

Diz-se, na gíria, que «no nascer e no morrer, somos todos iguais».

A realidade, porém, mostra-nos como as diferenças existem e nem sempre são fáceis de superar.

Uma criança que nasça numa família da classe média e bem estruturada emocionalmente, poderá ter, desde a sua concepção, um ambiente calmo e uma alimentação sem falha dos ingredientes essenciais a uma vida saudável, tanto física como psicológica.

Pelo contrário, se a mãe, em período de gestação, viver com carências alimentares e num ambiente de conflito, a repercussão dessas situações deixará marcas nessa criança.

“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo , a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho
“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo, a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho

Estes argumentos não serão totalmente verdadeiros e marcantes em todos os seres, sabemos isso.

Mas, se pensarmos em situações de doenças congénitas que precisam de uma atenção especializada, muito há a fazer, por esse mundo fora, para colmatar o sofrimento e a ansiedade das famílias que se vêem confrontadas com casos de difícil resolução.

Uns, porque não têm solução possível, mas a criança merece, da sociedade, todo o respeito e amparo; outros, porque poderiam ser resolvidos, mas a falta de meios económicos, o impedem.

Como reagimos nós, ao termos conhecimento das carências sentidas, do sofrimento vivido por quem, às vezes, tão perto está de nós?

Será mais fácil socorrer quem não conhecemos, quem está a milhas de distância, do que dar a mão, o nosso abraço e solidariedade a quem está tão perto?

Pouco ligo à televisão, mas hoje, fui chamada a reparar numa reportagem, porque era um cidadão da minha terra, um jovem, tão amável, mas que o destino marcou de tal forma, que está impedido de ter uma vida normal.

Tentei procurar, para descobrir quem era esse jovem que me comoveu e depressa soube que, afinal, o pai é meu amigo na rede social do facebook.

Não podia, de forma alguma, ficar indiferente. Afinal, o Edu estava mais perto de mim do que eu imaginaria.

Olho para situações destas como se fossem minhas e, por isso, a minha vontade é mover montanhas para podermos todos, sem dificuldade ou sacrifícios especiais, unirmo-nos e ajudarmos esta família no combate que está travando para encontrar uma solução para o seu filho.

Os primeiros passos já começaram a ser dados e, com boa vontade e amor, conseguiremos ajudar o Edu a caminhar e a libertar-se do grave problema que o impede de ter uma vida normal.

Poderei contar consigo?

Vamos dar as mãos e tornar este mundo mais humanizado e fraternal!

Se alcançarmos dar, nem que seja apenas um bocadinho de alívio, à vida desta família de Elvas, já poderemos sentir-nos mais tranquilos, porque fizemos alguma coisa, por alguém que nada nos pediu.

Em breve darei mais notícias sobre o que no meu pensamento se desenha, para tornarmos o Edu feliz.