Início Opinião Graça Amiguinho “Elvas à Vista” em Badajoz

“Elvas à Vista” em Badajoz

Foram quatro meses de trabalho intensivo para que a Colectânea Literária e Artística Elvas à Vista surgisse bela e rica, tanto na expressão literária como artística.

Para que um sonho se concretize e tome forma, é preciso persistência e determinação.

Não há vitórias fáceis, nem rápidas. As ideias foram sendo alinhadas, os meus amigos e familiares sentiram-se entusiasmados com o meu convite e alguns convidaram outros amigos que entraram no projecto com uma diversidade de temas e artigos muito interessantes.

Em Setembro passado imaginei 30 autores, mas o número foi crescendo e a qualidade literária ficou muito mais enriquecida, chegando aos 41…

“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo , a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho
“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo, a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho

Nunca fizera nada igual nem entrara em qualquer Colectânea, das muitas que aparecem na Internet e para as quais tenho sido solicitada, por não me parecerem muito credíveis e serem uma forma de negócio para quem as dirige.

O meu objectivo sempre foi reunir autores com ideais comuns, à volta de um tema que a todos dissesse respeito. E neste caso concreto, Elvas foi o mote para o desenrolar dos artigos, salvo raras excepções.

O Lançamento da Colectânea Literária e Artística Elvas à Vista foi idealizado por mim, logo desde o seu início. Tal como uma Mãe que prepara o enxoval do filho que vai nascer, assim eu cuidei, ao mais pequeno pormenor, todos os detalhes desse nascimento, pedindo a colaboração de alguns autores que se prontificaram a dar o melhor que sabiam em áreas que eu não domino.

Talvez hoje pensasse incluir alguns textos em prosa, pois qualquer um dos que fazem parte desta obra são excelentes. Como em tudo na vida, há sempre algo que poderíamos fazer de outra forma.

Contudo, regozijo-me por tudo ter decorrido com a maior normalidade e com agrado de todos os que se disponibilizaram a estar connosco nessa tarde de sábado.

Para além dos trabalhos dos autores, tivemos a presença de grupos emblemáticos do nosso concelho, que muito valorizaram o evento.

Surge então um convite, inesperado, para ir a Badajoz, pela mão do Dr Carlos Beirão, da Arkus, para dar uma aula no Clube de Leitura de Português.

Foi uma experiência muito agradável e gratificante.

A forma de orientar essa aula centrou-se na leitura de poemas da Colectânea Literária e Artística Elvas à Vista, que o autor encarregado da venda dos livros, levou, assim como um power point com imagens e vídeos do espectáculo e que os vinte e um alunos, das mais diversas idades, homens e mulheres presentes, que amam conhecer a beleza da Língua Portuguesa, manusearam, leram e cantaram comigo.

Alguns dos alunos desejaram adquirir exemplares da obra.

Perante tanto entusiasmo, levantei a ideia de um dia podermos reunir escritores de Badajoz, Elvas e Campo Maior, num projecto cultural mais alargado e escrito nas duas línguas, a portuguesa e a espanhola.

A partilha de saberes enriquece os povos e une-os de uma forma maravilhosa.

Portanto, um sonho faz nascer outro e quem sabe, se teremos, a médio prazo, um trabalho literário e artístico com uma grande dimensão!