Início Opinião Graça Amiguinho Elvas à vista, uma Colectânea!

Elvas à vista, uma Colectânea!

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Aqueduto da Amoreira, Elvas ©Elvsanews/Arquivo

Cada momento que vivemos é orientado pelas escolhas que fazemos e pelas decisões que tomamos.

Muitas vezes verificamos que nem sempre seguimos o caminho mais acertado porque, gestos de boa vontade, em vez de serem correspondidos, são deturpados e causam em nós a sensação de que o tempo vivido foi em vão.

Na nossa caminhada encontramos de tudo um pouco e com todas as vivências aprendemos a ser mais cautelosos, menos espontâneos do que gostaríamos de ser e fica em nós o gosto amargo da desilusão causado por quem nos trai e, de forma despudorada, continua a sorrir como se nada se passasse.

Mas como a experiência nos ensina que desistir e deixar a luta é coisa de cobardes, revestimo-nos de novas roupagens, reforçamos a armadura e partimos para o campo das batalhas de ideias que, não sendo sangrentas, nos toldam o espírito e nos entristecem a alma, porém, sempre com a esperança de sairmos vencedores por lutarmos por uma boa causa.

“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo , a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho
“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo, a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho

O amanhã trará a luz que hoje nos tentam roubar os ambiciosos sem escrúpulos nem moral e os mais frágeis, com a sua humildade e lealdade, prosseguirão na sua missão de proporcionar alegria, paz e momentos especiais aos que os rodeiam.

Poderá parecer absurda ou despropositada esta meditação, mas não o é.

Hoje acordei com a ideia de criar um Grupo no fb. para congregar os escritores, artistas gráficos, artesãos e outras artes, do nosso concelho, a fim de organizarmos a edição de uma Colectânea na qual, muitos dos que amam Elvas e sobre ela se debruçam no seu dia a dia, possam publicar os seus trabalhos de uma forma mais acessível.

Porquê?

Porque tive esse sonho com gente da minha terra mas, por razões que desconheço, o livro que apenas fora editado on line pelo anterior executivo da Junta de Freguesia de Santa Eulália, intitulado «Santa Eulália, a Aldeia grande do Alentejo» com prefácio do sr. Presidente da Câmara, introdução do então Presidente da Junta, a participação de diversos escritores e um fotógrafo, naturais de Santa Eulália, desapareceu misteriosamente, não chegando a ser publicado.

Aqui fica, então, lançado o repto a todos os que desejem unir-se nesta caminhada para a qual darei o meu apoio total, na esperança de ver fluir uma obra literária que seja motivo de orgulho para a nossa gente e a nossa terra!

Todos serão bem-vindos, pois na diversidade é que está a beleza da vida.