Pelourinho e Igreja Domínicas
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Opinião de Graça AmiguinhoCidade erguida no alto da colina, sempre atenta e preocupada na defesa das suas gentes, desde tempos remotos, é muito mais do que uma cidade cercada de grandes muralhas.

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É uma cidade profundamente religiosa e que soube, através dos séculos, conservar o seu património como herança da Fé dos seus antepassados.

Poucos dos seus habitantes conhecerão, totalmente, a riqueza que esse Património contém, por detrás das suas portas, e que merece ser dado a conhecer a todos nós.

“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo , a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho
“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo, a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho

Digo assim, porque eu também desconheço muitas das maravilhosas obras artísticas que estão para além do exterior da minha cidade.

Comecemos, então, por referir alguns dos lugares de interesse cultural e turístico que vale a pena visitar no Centro Histórico da Cidade.

  1. Igreja das Domínicas situa-se no Largo de Santa Clara, nº 3C

Esta igreja fora construída no séc. XVI, entre, 1543 e 1557, no lugar onde existia a Igreja de Santa Maria Madalena, da Ordem dos Templários, durante o reinado de D. João III, cujo cognome foi «O Piedoso», também ficando conhecido como «Rei de Portugal e Algarves». Foi dedicada a Nossa Senhora da Consolação.

Igreja das Dominicas, ElvasDado a sua religiosidade, o rei permitiu a Introdução da Inquisição em Portugal, em 1536, obrigando muitos mercadores judeus e cristãos novos, a fugirem de Portugal.

Tempos difíceis e negros na História da Igreja Católica.

A obra ostenta uma planta centralizada, octogonal e estava integrada num complexo conventual que durou até 1870, sendo extinto após a morte da última freira que aí vivia e tendo sido demolido já no séc. XX.

Por fora é-nos permitido observar o portal renascentista e no seu interior, poderemos admirar o revestimento de alto a baixo, de azulejos do séc. XVII, a capela – mor quinhentista e as capelas laterais, todas em talha dourada do séc. XVII.

A Igreja tem uma particularidade muito interessante, o seu miradouro, chamado zimbório com lanternim, do qual podemos observar uma impressionante vista parcial do centro Histórico de Elvas.

No espaço, antes ocupado pelo Convento, temos hoje o lindo Cine -Teatro de Elvas, algumas casas particulares e uma escola do 1º ciclo.

2. Visitemos agora a Igreja de Santa Maria de Alcáçova

A sua origem remonta ao séc, XIII, mais propriamente, a 1230, altura em que governava Portugal D. Sancho II, um reinado cheio de turbulência, devido ao facto de ter assumido o trono, ainda criança, e ter herdado um reino dividido porque o seu pai, D. Afonso II, tinha combatido o poder da alta nobreza dando privilégios ao povo, concedendo-lhe terras, atribuindo forais e criando concelhos e feiras.

A cidade de Elvas foi tomada aos mouros em 1226 e 1227, sob o comando de D. Sancho II, casado com uma senhora castelhana, Mecia Lopes de Haro, ao mesmo tempo que os castelhanos tomavam Badajoz.Igreja de Santa Maria de Alcáçova, Elvas

Assim, a Igreja de Santa Maria de Alcáçova foi construída no local onde estivera a primeira mesquita de Elvas, ficando implantada dentro do primeiro recinto amuralhado, árabe.

Com muitas transformações sofridas ao longo dos séculos, foram desaparecendo os vestígios árabes, restando hoje, apenas, o Mirhab, um nicho virado para Meca, para onde as gentes árabes de Elvas dirigiam as suas orações.

Primeiramente, a Igreja de Santa Maria de Alcáçova pertenceu ao padroado Régio – privilégios concedidos pelo Papa, aos Reis, sendo doada em 1303, por D. Dinis, à Ordem de Avis.

Posteriormente, nos sécs. XVI, XVII e XVIII, foi sofrendo alterações que ainda hoje estão presentes.

No seu interior podemos deleitar os nossos olhos numa Nossa Senhora, «Pietá» em pedra, do sec. XV.

Esta relíquia de Elvas é Património Nacional.

Muito temos para ver e admirar nesta nossa antiga urbe, cheia de história e cultura!