Inauguração do Museu de Arqueologia e Etnografia de Elvas
   Publicidade   
   Publicidade   

O Museu de Arqueologia e Etnografia de Elvas António Tomás Pires foi inaugurado esta segunda-feira, dia 31, numa cerimónia presidida pela ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa.

   Pub 
   Pub 
   Pub 
   Pub 
   Pub 
   Pub 
   Pub 

No acto inaugural, marcaram também presença o secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, Carlos Miguel; o presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha; o presidente da CCDR Alentejo, António Ceia da Silva, e a Directora Regional de Cultura, Ana Paula Amendoeira, entre outras entidades civis e militares.

Após as intervenções, os presentes realizaram uma visita ao novo museu, tendo a ministra referido estar “maravilhada” com este “museu, que recupera a etnografia, a história e a tradição, mas que está feito com grande inteligência, com modernidade, e que nos consegue levar ao tempo dos objectos, das pessoas e simultaneamente, entusiasmar, porque tem tecnologia”.

Para Ana Abrunhosa, “poderíamos passar um dia inteiro a descobrir Elvas, a etnografia e arqueologia de Elvas e as pessoas que fizeram de Elvas o que é hoje. É um museu riquíssimo, magnifico, concebido por pessoas que sabem o que estão a fazer e sobretudo amam o que fazem. É um museu muito diferente dos museus habituais”, deixando o convite para que “venham visitá-lo e sairão daqui mais ricos”.

O Edil elvense sublinhou estar “muito satisfeito, porque soubemos, neste museu, honrar a história dos elvenses e o melhor que posso fazer é convidá-los a todos para o conhecer. A entrada é gratuita, por isso venham visitar o vosso museu, reencontrar a vossa história e espero que gostem”.

Aos visitantes, que vêm de fora, deixa também o convite, “penso que é um museu que qualifica a oferta cultural que temos, o património mundial, dado estarmos na presença de um edifício que também está classificado pela UNESCO e hoje apresenta-se completamente requalificado. O que desejo é que possa ficar ao serviço de Elvas”.

Um investimento de quatro milhões de euros, financiados em 85 por cento pelo PO Regional, pelo Alentejo 2020.

O percurso expositivo está divido por dois pisos. O visitante inicia a visita pelo piso inferior, com as temáticas de “Duas Instituições, Duas Colecções, Muitas Pessoas”; “Pão, Vinho, Azeite”; “Memória Do Edifício”. No piso superior encontramos as salas: “Contanário”; “O Território: Do Passado Ao Presente, Das Pessoas Aos Objectos”; “Ritos Funerários”; “Entre a Tradição, o Sagrado e o Profano”. O museu dispõe ainda de uma sala polivalente, sala de serviço educativo e de um pátio exterior com uma exposição de heráldica.

Na exposição permanente “Território: do Passado ao Presente, Das Pessoas aos Objectos”, cruza-se a colecção de arqueologia do Museu de Arqueologia e Etnografia António Tomás Pires com a colecção de etnografia proveniente do Grémio da Lavoura de Elvas. A partir de uma (re) leitura dos objectos museológicos, com base numa abordagem biográfica, privilegia-se a diversidade de intervenientes envolvidos na formação das colecções e a contextualização dos usos e funções dos objectos.

O Museu abre ao público esta terça-feira, dia 1 de Junho.