Forte de Nossa Senhora da Graça, Elvas
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Foram precisos doze episódios para o tão esperado momento.

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Foi na passada segunda-feira que, finalmente, a série “Ministério do tempo” da RTP1 teve em Elvas o seu cenário principal.

No episódio de estreia, o Forte da Graça tinha emprestado alguns dos seus recantos a algumas das cenas, mas a cidade e o monumento não foram referidos no âmbito da narrativa.

Nuno Franco Pires
Nuno Franco Pires, escritor

Mas esta semana não.

Toda a ação decorria na Elvas de 1807 quando a cidade, tomada pelos invasores franceses, lutava pela sua identidade.

A pares com figurantes elvenses, Mariana Monteiro, Carla Andrino, Ângelo Rodrigues, Philippe Leroux ou João Craveiro deram vida à história com as suas interpretações que valeram boas gargalhadas a quem assistiu.

Convento de São Domingos, Elvas

O já referido Forte da Graça, o Convento de São Domingos e uma breve, mas simbólica, panorâmica do centro histórico, enriquecerem o episódio, no meu ponto de vista, um dos mais bem conseguidos de toda a temporada.

As gravações tiveram lugar no verão passado e Elvas viu-se invadida por rostos conhecidos da televisão ao ponto de alguns deles terem comemorado, connosco, a conquista portuguesa do Campeonato Europeu de futebol na rotunda do Tribunal.

A cidade sai valorizada

Seria desejável que mais produções de qualidade reconhecessem em Elvas o cenário ideal para enriquecer os seus projetos. Além de ser um excelente veículo de divulgação, agilizaria a economia local no período de gravações.

Equipas formadas por dezenas de profissionais, desde técnicos, a atores, realizadores, etc, movimentam a restauração, a hotelaria e até o comércio tradicional. Dei por mim a coincidir com a Mariana Monteiro no Go Fitness. Digamos que a surpresa é bastante agradável.

Pela durabilidade em antena e pelas audiências que desperta, talvez uma telenovela pudesse ser um bom veículo de divulgação do património elvense. Os canais, ávidos de se reinventarem e com isso atraírem mais e diferentes públicos, mostram-se recetivos à descentralização das suas histórias, dando a conhecer a riqueza patrimonial e as tradições das variadas regiões.

Ponte da Ajuda, Elvas

Pena que as narrativas sejam tão violentas e pouco criativas.

Valha-nos a RTP que, contrariando tendências, tem apostado no mercado das séries, de qualidade, com potencial de exportação como a ainda não estreada “Vidago Palace”, uma parceria do canal público com a TV da Galiza.

Ficamos a aguardar que alguma dessas futuras produções faça justiça ao encanto de Elvas e ajude a catapulta-la pelos quatro cantos do mundo.

Palavras leva-as o vento.