Elvas - Vista sul
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Se pensarmos no passado histórico desta cidade, ficamos arrepiados, só de recordar, quantas lutas se travaram neste cobiçado território.

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Desde a sua ocupação por povos vindos dos mais distantes lugares, à permanência árabe; desde a reconquista pelos cristãos, aos tempos da perca da independência e à ocupação espanhola, foram séculos de guerras e guerrilhas, morte, miséria e destruição, sobressalto e devastação, que não é bom lembrar.

Neste tempo, em que esse tipo de guerras está ultrapassado e entre povos vizinhos se procura uma maior abertura e cooperação, parece que o destino empurra esta cidade para outro género de lutas, as lutas verbais, as lutas pelo poder local, o semear da discórdia entre os cidadãos da edilidade, o propagar da desconfiança, a tradicional e vergonhosa deturpação dos factos, a proliferação da mentira, do ódio e da discórdia.

“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo , a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho
“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo, a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho

É triste esta situação, pois não conduz a lado nenhum, acabando por destruir tudo o que de bom tem sido feito, tudo o que de bom está projetado fazer-se, desviando as atenções dos cidadãos para assuntos de menor interesse, desgastando a credibilidade de uma instituição pública, tentando comprometer o seu futuro, que se deseja de progresso e estabilidade, tal como o povo decidiu em eleições livres.

Fica-se com a sensação de que se perdeu o verdadeiro sentido da Fraternidade, da Liberdade, da Igualdade, apanágio da Democracia e do Socialismo Democrático, em particular.

Será agindo em confronto permanente, fazendo jogos pouco claros de bastidores, que se defendem os interesses dos eleitores?

Será provocando, insultando, caluniando, espalhando meias-verdades, esquecendo o passado recente em que o principal protagonista desta guerrilha foi líder, durante vinte anos, os chamados «anos das vacas gordas» da nossa imberbe Democracia, agindo sempre, segundo a sua própria vontade, pois se impunha sem que ninguém tivesse força para o impedir de se auto promover como senhor feudal, que a nossa linda cidade de Elvas encontra o melhor caminho?

Decididamente, não!

Um bom pai não amesquinha um filho nem o repreende, quando não concorda com ele, na praça pública. Chama-o, dialoga e procura encontrar soluções que permitam uma união de vontades e um acertar de ideias, pensando no bem público e respeitando a vontade popular, não o combate para o abater e ocupar, pela força, o seu ligar.

Faço este termo de comparação entre pai e filho e todos entenderão bem o porquê.

Todos sabemos quem apoiou e incentivou, o atual Presidente da Câmara, para que ocupasse o lugar que o autarca anterior tinha que abandonar, por obrigação jurídica.

Incompreensível, sim, é esta desavença permanente, esta luta desnecessária, quando os verdadeiros interesses do Município deveriam estar acima das disputas e ambições pessoais.

O bom senso e a educação cívica deveriam prevalecer e superar tudo.

O que impede que isso aconteça?

Arrogo-me insinuar, que a causa fundamental desse impedimento, será a falta de modéstia e moral para aceitar as derrotas, apanágio dos idosos com tendências ditatoriais, que existem por esse mundo fora e são maus exemplos para qualquer sociedade.

Valerá a pena, tanta luta, tanto combate desnecessário?