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Elvas – Recantos com História: Forte de Santa Luzia

Fortificação seiscentista construída tendo em conta as guerras da Restauração, entre Portugal e Espanha.

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Forte de Sta Luzia e Igreja do Salvador, ©Manuel Martins
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Foi mandado erigir em 1641 por El-Rei D. João IV, após a restauração, com vista à defesa da cidade de Elvas e do Reino.

Para sua construção foi escolhido o outeiro de Santa Luzia por ser um local que, quando ocupado pelo inimigo poderia colocar em risco a integridade da cidade.

Foi seu principal mentor o jesuíta Cosmander que o concebeu com fortíssimas muralhas viradas a toda a campanha mas, com fraco murete virado à cidade. Esta táctica permitia, em caso de ocupação do forte pelo inimigo, o fácil desalojamento a tiro de canhão desde a cidade.

A sua construção levou sete anos tendo ficado com capacidade para albergar 300 homens, 37 peças de artilharia e dois pedreiros de grosso calibre, que serviam para cuspir saraivadas de pedras sobre os invasores.

O forte é constituído por quatro baluartes, um reduto quadrangular, onde está a capela, uma casa à prova de bomba e no segundo andar, a casa do governador. Tem no seu terraço duas cisternas que, quando cheias, armazenavam água para a totalidade da guarnição por três a quatro meses à razão de uma canada diária/homem.

Nos terraplenos encostados à face interna da muralha existem velhas casamatas, todas com chaminés como era típico na altura.

É ainda visitável, numa extensão de 110 metros, uma antiga galeria subterrânea que, ao que tudo indica, faria parte de um labirinto de subterrâneos existentes por baixo das muralhas, levando este até à cidade para que as tropas se rendessem ou reabastecessem quando cercadas pelo inimigo. A meio desta passagem encontra-se uma “casa redonda” que teria a função de paiol da pólvora.

De destacar que só durante a 1ª Invasão Francesa, o forte foi ocupado por forças invasoras, tendo-se mantido inviolado em todos os outros conflitos em que se viu envolvido.

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