357 aniversário Batalha das Linhas de Elvas, 14 de Janeiro de 2016
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Esta quinta-feira, 14 de Janeiro, assinalou-se o 357º aniversário da Batalha das Linhas de Elvas com o ponto alto das comemorações a centrar-se nas cerimónias militares e militarizadas que decorreram na Praça da República e na Rua da Cadeia, com a presença de algumas centenas de pessoas.

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O hastear das bandeiras, com a presença da Banda 14 de Janeiro, marcou o início das cerimónias tendo-se seguido a cerimónia de homenagem aos Mortos, com a deposição de flores no Padrão da Batalha das Linhas de Elvas e no túmulo do General André de Albuquerque Riba-Fria, no Convento de São Francisco.

os Elvenses do século XXI orgulham-se do seu passado, curvam-se perante actos heróicos como o de 1659 e prestam homenagem a todos os que contribuíram para o título mundial, que ostentamos nos dias de hoje

A Praça da República foi o ponto alto destas comemorações que contaram com a presença do Secretário de Estado da Defesa, Marcos Perestrello. Das intervenções destacou-se o Presidente da Câmara Municipal, Nuno Mocinha, que começou por lembrar que Elvas não encaixa no “estar no interior do País” pois “temos uma cidade com 160 mil habitantes a menos de dez quilómetros, estamos ligados a Lisboa e Madrid por auto-estrada e desejamos poder estar ligados, por uma ferrovia de mercadorias, aos portos atlânticos portugueses e às principais cidades espanholas do centro da Península”.

O edil deu conta do que foi feito pelo Município ao património militar recentemente recebido do Ministério da Defesa Militar, desde logo com a recuperação do Forte da Graça – que envolveu um investimento de 6,1 milhões de euros – e enumerou os demais investimentos levados a cabo ao longo deste mandato.

Noutro ponto da sua alocução Nuno Mocinha abordou a situação financeira da CME e referiu que “contrariamente ao que tem sido difundido, não faltando até quem, com alarmismo e sem rigor, tivesse afirmado que não tínhamos dinheiro, não honrávamos os nossos compromissos e estávamos falidos” afinal “felizmente, nada disto se confirmou no final do ano passado e acredito firmemente que esse cenário imaginado não vai ter lugar, em Elvas, até, pelo menos, ao final deste mandato”.

Nuno Mocinha, Presidente da CME

Por sua vez Marcos Perestrello salientou que Elvas é Património Mundial Imaterial “porque exprime o orgulho de um povo que sabe aliar-se à nobreza castrense e à burguesia sempre que estão em causa os valores identitários, culturais e de soberania”.

O Secretário de Estado sublinhou ainda “o papel dos autarcas no desenvolvimento das suas regiões, na procura de soluções para a valorização do seu património e na preservação das entidades regionais e locais particulares”.

Marcos Perestrello, Secretário de Estado da Defesa