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“É muito bom ver este trabalho reconhecido” começa por referir Ana Martins, revelando estar “extremamente grata” à União das Freguesias de Faro por “acreditarem nos jovens investigadores e por investirem na cultura, principalmente num momento de crise como este” frisou a estudante natural do Algarve em forma de agradecimento. Para a premiada, este tipo de iniciativas “dão força e coragem para acreditar na importância do nosso trabalho e levar a bom porto os nossos projectos”.

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Ana Martins considera ser “necessário existir um maior investimento no estudo e na divulgação da nossa história e do nosso património arqueológico” considerando esta acção da União de Freguesias de Faro “um excelente exemplo”, aproveitando para agradecer “a todos aqueles que me ajudaram a realizar este trabalho.”

Com orientação de André Carneiro, Professor do Departamento de História da UÉ, e co-orientação de João Pedro Bernardes, Professor da Universidade do Algarve, a estudante revela na sua tese de mestrado, que “poucos têm sido os resultados de intervenções arqueológicas levadas a cabo nos últimos anos em Faro, no âmbito de acompanhamentos de obra, a ser publicados”. Para Ana Martins, “esta é uma consequência da emergência em salvaguardar, maioritariamente apenas pelo registo, os vestígios existentes, e da falta de investimento na investigação”.

André Carneiro recorda que a tese defendida por Ana Martins inscreve-se no âmbito do  2º ciclo de Arqueologia e Ambiente da Universidade de Évora, “onde uma das linhas de trabalho consiste no incentivo aos alunos realizarem estudos práticos de análise de materiais, de modo a dominarem de modo pleno as mais modernas metodologias de trabalho”.

Neste sentido, a tese da Ana Martins representa “um excelente exemplo de um trabalho sólido e com ligação à comunidade que se pretende em qualquer trabalho de Arqueologia” destaca o Professor da UÉ, “partindo de um espólio esquecido, guardado no Museu Municipal de Faro e recolhido numa escavação arqueológica nunca publicada,” pelo que a estudante “desenvolveu um estudo estatístico muito completo que permitiu desenhar os fluxos de abastecimento comercial à cidade de Ossonoba”, avança André Carneiro. Para o Professor de Arqueologia da UÉ esta tese de mestrado “consegue trazer novos dados para o conhecimento do tecido urbano da antiga cidade romana de Ossonoba” a atual Faro, pelo que o reconhecimento é “plenamente justificado”.

Ana Martins não esquece a sua passagem pelo UÉ, terminada a licenciatura “decidi continuar os meus estudos na mesma casa” refere, optando pelo mestrado em Arqueologia e Ambiente no qual destaca “a liberdade que é dada aos alunos no momento da escolha do tema de tese e o profissionalismo dos docentes que prontamente aceitam os desafios dos seus alunos”.

Enquanto estudante da UÉ “fui um membro activo da Academia”, recorda Ana Martins, destacando a integração desta na direcção da AAUÉ, no Núcleo de Estudantes de História e Arqueologia e membro do Conselho Pedagógico da Escola de Ciências sociais.

Constituído pelo historiador Jorge Carrega, o arqueólogo Paulo Botelho e o jornalista João Leal, o júri considerou tratar-se de “um contributo muito relevante para o conhecimento do património arqueológico de Faro do período romano”. O prémio prevê ainda a publicação de um livro com o trabalho vencedor.

De acordo com Bruno Lage, presidente da União das Freguesias de Faro, “este é mais um contributo por parte desta Junta de Freguesia no sentido de incentivar jovens investigadores a debruçar-se e a executar trabalhos inéditos sobre a fascinante história da cidade de Faro, de forma a aprofundarmos o conhecimento sobre a nossa terra e o nosso passado e transmitir esse conhecimento ao público em geral”.