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Falar sem pensar…

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Nestes dias de calor e notícias tão preocupantes há um mar revolto de acusações e busca de explicações para tudo o que acontece, vindos de todo o lado.

Os dramas depressa se esquecem, o sofrimento e as lágrimas dos que estão tão próximos de nós quase parecem irreais porque estão, precisamente, muito perto, a insegurança do País é uma história de garotos…

E uma grande maioria de pessoas que passa o seu tempo, como eu, lendo notícias, cada vez fica mais confusa com a diversidade de opiniões e comentários sobre assuntos que se tornam virais nas redes sociais.

Todos temos, como comunidade, necessidade de forjar «ídolos» que nos tirem do tédio e marasmo que, sem nos apercebermos, vamos construindo à nossa volta.

“Canto a minha terra, a minha gente ! Este povo que amo , a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho
“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo, a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho

Uns buscam refúgio no futebol, outros na música, nos longos passeios, no yoga, no voluntariado , na leitura ou na escrita, nas religiões.

Temos necessidade de ascender a outros planos, descobrir novas vivências, partilhar sentimentos e experiências mas sempre dentro do que é socialmente correto não vão os vizinhos, conhecidos ou amigos, considerar-nos extra-terrestres, lunáticos ou até doentes mentais.

Falamos de doenças com os seus nomes técnicos, auscultamos a opinião de entendidos, procuramos uma alimentação saudável, evitamos falar de coisas que nos provoquem asco e assim vamos passando os dias que nos restam de vida.

É este o comportamento do comum dos mortais. Viver tentando não ofender o seu semelhante, falar com moderação e bom-senso, vestir de acordo com o que as modas ditam, usar os cortes e cores de cabelo das celebridades, enfim, estar de acordo com o que é socialmente correto.

Quando essa linha é quebrada e o razoável espezinhado, não há quem se cale. Fala-se, fala-se , fala-se e às vezes não se diz nada porque do que se fala é coisa invisível, é volátil, ocasional e fede.

Mas pior que essa flatulência tão comentada ultimamente, é a falta de respeito pelos que acarinham, aplaudem incondicionalmente e pagam para o fazer. Antes milhões de garrafinhas de mau-cheiro que faltas de consideração seja para quem for.

Educação é algo bem diferente de cultura, seja ela qual for – musical, científica, artística, universal! Conheci muita gente sem cultura alguma para além do trabalho, que carregava sobre si montanhas de educação.

Procuremos transmitir às nossas crianças e jovens os valores fundamentais, pilares de uma sã educação!

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