Opinião - Graça Amiguinho
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Fátima volta a estar em realce, no meio cinematográfico, com uma obra realizada durante a pandemia, pelo diretor de fotografia e de cinema italiano, Marco Pontecorvo, de cariz internacional, em inglês, mais ambiciosa, relatando o “Aparecimento de Nossa Senhora de Fátima”, aos três pastorinhos, na Cova da Iria, em 1917, que a partir de amanhã, 14 de outubro, será exibida nas salas de cinema.

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Com um elenco de artistas estrangeiros e portugueses, em perfeita sintonia, e uma banda sonora extraordinária, com Andrea Bocelli interpretando “Gratia Plena”, poderemos, uma vez mais e, certamente, com uma nova perspetiva sobre a Fé, sobre a Crença e até, com o que muitos consideram ter sido “uma ilusão ótica”, assistir a um bom momento cinematográfico.

Esta produção, segundo o que me foi dado pesquisar, aborda questões da vida e as formas de interpretar Fátima.

Serão de realçar as participações de artistas portugueses, uns com provas dadas e outros menos conhecidos. Assim, destaco Joaquim de Almeida, no papel de pai Ferreira, Lúcia Moniz, na interpretação de Maria Rosa, Joana Ribeiro, como “Maria”, João Arrais, como Manuel Santos, Marco D´Almeida no papel de António, Alba Baptista no desempenho de senhora Lopez e a famosa Sónia Braga, grande artista brasileira, que conhecemos das novelas dos anos 90, agora com nacionalidade estadunidense, na interpretação de “Irmã Lúcia”.

A par deles, surgem em grande destaque, Harvey Keitel, Goran Visnjic, Stefanie Gil e Alejandra Howard, esta, interpretando o papel da pequena pastorinha, Jacinta.

FatimaA música deste filme, da autoria de Paolo Buonvino, compositor, músico, maestro e arranjador musical italiano, que nos envolverá em momentos de grandes interpretações, numa discussão de fé e tentativa de apurar a verdade, num tempo tão difícil em que o povo português padecia de um atraso enorme, sendo na sua maioria analfabeto, muito pobre, e chorando a perda de vidas, com a entrada de Portugal, em 1916, na I Guerra Mundial, declarando guerra à Alemanha.

As primeiras tropas portuguesas embarcaram para França, em janeiro de 1917, tendo lá chegado a 2 de fevereiro.

De maio a outubro de 1917, acontecem as “Aparições de Fátima”.

Três inocentes crianças, Francisco e Jacinta Marto e sua prima Lúcia, vivendo na aldeia de Aljustrel, em Fátima e andando a guardar o gado, afirmavam ter visto Nossa Senhora, sobre uma azinheira, num local conhecido por Cova da Iria.

A notícia começa a espalhar-se e os jornais da época relatam que a 13 de julho de 1917, entre 800 a 2000 pessoas se juntaram nesse local, no dia da terceira aparição.

O número dos que acreditam, cresce progressivamente. Segundo o jornal, “O Século”, em setembro já ali se juntaram entre 25 a 30 mil crentes e em outubro, quase 100 mil.

Muitos outros acontecimentos históricos nacionais e internacionais foram acontecendo, foram sendo ultrapassados, mas a história dos 3 Pastorinhos nunca foi esquecida.

Em 1928, o realizador italiano Rino Lupo, faz um filme sobre “Fátima Milagrosa”, no qual entram Beatriz Costa e Manuel Oliveira.

Em 1943, o filme “Fátima terra de Fé”, de Jorge Bum do Canto, narra uma conversão, perante um caso sem solução, que pela Fé é resolvido.

Em 1952, Hollyood, com uma série de segunda linha, numa rara incursão sobre o tema de Fátima, apresenta o “Milagre de Fátima.”

Em 2004, um filme de Mário Barroso, intitulado “Milagre Segundo Salomé”, embora não seja sobre Fátima, mas há nele pontos de encontro.

Em 2016, já perto do centenário das Aparições, Jorge Paixão da Costa adaptou ao cinema, um livro sobre “Jacinta.”

Em 2017, João Canijo realiza o filme de drama social luso-francês, “Fátima”, liderado por Rita Blanco e Anabela Moreira, integrando um grupo de mulheres na peregrinação nacional, a Fátima, mostra o que o ser humano pode fazer, com sacrifício e sofrimento, para dar resposta a questões de Fé.

Fátima será sempre um lugar com uma história que, para muitos de nós, é verdadeira, vista aos olhos da nossa fé interior. Mas para outros, será apenas uma fantasia, uma mera história, sem fundamento científico.

Respeito todas as opiniões, como gosto que a minha seja respeitada.

Que Nossa Senhora de Fátima proteja Portugal e todo o mundo!