Início Opinião Graça Amiguinho Se eu fosse Elvas – Eleições Autárquicas

Se eu fosse Elvas – Eleições Autárquicas

Graça Foles Amiguinho escreve à quarta-feira, neste espaço de opinião.

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Não seria uma moura encantada, fechada a sete chaves no seu castelo, nada conhecendo da vida das pessoas, do que elas fazem, do que sentem, do que sofrem e do que sonham.

Andaria por essas ruas estreitas, sentar-me-ia no chão, conversaria sobre assuntos triviais, o almoço, o jantar, o tempo, as festas, os carnavais …

Noutros dias iria beber água das fontes, ajudar a carregar os cestos de roupa lavada, brincaria com as crianças que voltassem da escola, já cansadas, alegraria o seu entardecer com histórias passadas e cantigas bem cantadas.

Com os mais velhos levaria um ar mais sério de pessoa madura, experiente e falaria sobre o futuro, as escolhas, as decisões, as opções de vida, a governação da minha vida. Sim, da minha vida porque eu agiria como se fosse a linda cidade antiga, abaluartada, enfeitada de espigas, laranjas doces e ameixas esverdeadas.

Se eu fosse Elvas queria na cadeira do poder alguém em quem me pudesse rever, criativo, decidido, jovem ainda, corajoso, capaz de levar por diante o estandarte, defendendo com unhas e dentes o sonho coletivo de fazer desta urbe uma referência pela qualidade de vida da sua gente.

“Canto a minha terra, a minha gente ! Este povo que amo , a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho
“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo, a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho

Se eu fosse Elvas não deixaria que houvesse inveja, maledicência, jogos pouco claros, influências, promessas impossíveis de concretizar. Exigiria transparência e coerência pois só com verdade se pode construir, melhorar e tornar bela uma comunidade.

Será apenas um sonho? Creio que não! Os que aí vivem têm o direito de sonhar mas com os pés assentes na terra, não nas nuvens.

Aqui, de longe, oiço tantas promessas inviáveis de concretização. Só quem desconhecer o estado do País pode acreditar em promessas vãs.

Há um ditado muito antigo que pode servir para despertar a atenção dos que dia 1 de outubro vão escolher quem dirigirá os destinos dessa linda e milenar cidade: «Quando a esmola é grande, o pobre desconfia…»

Os tempos de fartura já passaram. Há que olhar a realidade com sinceridade e sem utopias. Se muito se fez no passado foi porque a conjuntura sócio- política o permitiu. Os autarcas não dão nada a ninguém. Eles apenas gerem os dinheiros de todos nós, contribuintes, que lhes são atribuídos pelo poder central. Ninguém faz pão sem ter farinha.

Vivemos em democracia e, como tal, temos a liberdade de escolher, respeitando as escolhas dos nossos vizinhos e amigos. Em todo este contexto, há apenas uma situação com a qual não pactuo e não temo dizê-lo.

Passa-se em vários pontos do nosso Portugal. Não é apenas Elvas que tem um Movimento de Independentes. Se eu pudesse deliberar, não permitiria que dissidentes de Partidos Políticos, embora hoje legalizados mas sem assento na Assembleia da República, se pudessem candidatar a qualquer cargo Autárquico.

Entendo isso como uma provocação, pois se os Partidos lhes serviram de poleiro durante anos e anos, como podem, então, ser seus opositores e contribuírem para o enfraquecimento deles?

Com toda a minha franqueza e honestidade, considero as pessoas que alinham nessas estratégias demasiado ambiciosas e doentes pelo poder.

Se eu fosse Elvas, votaria no candidato do meu partido – PS sempre!

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