Geminação aproxima municípios de Viseu e de Elvas já unidos pelo mesmo patrono

Cidade de Elvas
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Os municípios de Viseu e de Elvas estão unidos pelo mesmo patrono, São Mateus, e estão “mais próximos” devido à geminação de cooperação e amizade entre os dois concelhos, hoje formalizada na autarquia viseense.

“Esperamos que, a partir de hoje, esta distância que fizemos, de quase quatro horas de viagem, se torne significativamente mais curta e que seja significativamente mais fácil fazer Elvas-Viseu e Viseu-Elvas”, desejou a presidente da Assembleia Municipal de Elvas.

Graça Luna Pais disse acreditar que os dois municípios “têm muita coisa em comum e, a partir de hoje, o futuro será com certeza diferente” para ambos os concelhos e comunidades.

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No dia em que os dois municípios assinaram o protocolo de geminação, cooperação e amizade, o salão nobre da Câmara Municipal de Viseu acolheu o executivo de Elvas, sem a presença do presidente daquela câmara, Rondão Almeida, ausente por “motivos familiares”.

“Agora que somos meias-irmãs, depois de irmos a Elvas assinar e, esperemos, já com a presença do comendador [Rondão Almeida], seremos irmãos plenos e geminados completamente”, destacou o presidente da Câmara de Viseu.

Fernando Ruas destacou que esta geminação “deve ser alimentada através de transacções comerciais, das visitas de escolas, das relações com os autarcas, das relações culturais e dos eventos de um lado e do outro com as culturas diferenciadas”.

Entre as semelhanças, apontou, “está o mesmo patrono, o São Mateus,” e, na próxima semana, começa a Feira de São Mateus em Elvas e, segundo Fernando Ruas, “em cidades desta dimensão” não há “esta mesma ligação”.

Outras semelhanças indicadas pelo autarca estão, por exemplo, “as igrejas, também têm uma de São Francisco e outra dos Terceiros”, ou mesmo “a Porta de Olivença, que bem podia ser a Porta do Soar de Cima”, em Viseu.

“Não encontraríamos uma cidade de dimensão média, como gostávamos, que pudesse ter um entendimento de geminação como Elvas tem e é o que queremos, porque as geminações são para fomentar as transacções entre cidadãos”, defendeu.

“A forma como são alimentadas é que dita o destino” das geminações no papel, e “se alguma for mal feita é porque seguiu com falta de alimentação e ela morrerá por si só”, sublinhou.

“Esperemos que os viseenses e os elvenses vão mantendo viva esta ligação. Nós facilitaremos, porque é o que nos compete, ter um papel facilitador para promover as transacções a todos os níveis e fá-lo-emos”, prometeu Fernando Ruas.

Na base desta geminação, referiu o autarca, está a viseense Eunice Figueiredo, que, em 2020, se mudou para Elvas por motivos profissionais, cidade onde disse ter “sido muito bem recebida” e “quando soube da existência de uma rua sem nome”, decidiu propor o nome de cidade de Viseu.

“O presidente da Câmara de Elvas acolheu bem o meu email e respondeu. Falei com o presidente de Viseu e, desde então, que os dois executivos têm falado e trabalhado nesta geminação entre estas duas cidades de que tanto gosto”, disse à agência Lusa Eunice Figueiredo.

O protocolo de geminação abrange “laços de amizade e cooperação no domínio do intercâmbio cultura, social, educativo, económico, informativo e turístico com vista ao desenvolvimento entre ambos os municípios e entendimento entre ambas as comunidades”.