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A culpa é dos “Luises”, o Zagalo e o Represas: o primeiro por ter tido a ideia, o segundo por a ter aceite.

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O resultado esteve à vista das largas centenas que estiveram presentes. O coliseu de Elvas recebeu mais um grande concerto, com uma produção ao nível do melhor que se faz em Portugal.

Saúdo, em primeiro lugar, a dinâmica de elvenses como o Luís Zagalo, que fazem acontecer por paixão, pela música e por Elvas, sem se importarem com reconhecimentos. É desta fibra que a cidade precisa e não da pequenez dos que procuram louros por tudo e por nada.

Em segundo lugar uma palavra para Luís Represas, nome grande do panorama musical português, que ao longo da sua carreira ofereceu ao público músicas ímpares que ficam na história de todos nós. Como o próprio disse “pensamos que temos dois coliseus (Lisboa e Porto), mas temos três.” E ao longo das semanas que antecederam este concerto comemorativo bastante contribuiu para a sua divulgação, referindo o nome de Elvas e da citada estrutura.

Nuno Franco Pires
Nuno Franco Pires, escritor

Na minha opinião, sendo uma obra visionária, o potencial do coliseu de Elvas ultrapassa largamente os limites da cidade e do concelho. Trata-se de uma estrutura capaz de atrair portugueses e espanhóis, como aconteceu pouco após a sua inauguração, contudo, não pode e não deve ser explorada pelo município.

Apresenta elevados custos de manutenção e requer uma programação mais ambiciosa, não comportada pelo orçamento da Câmara, cujas prioridades devem ser outras, mais prementes e mais de encontro às necessidades básicas da população.

Se até a capital entregou a exploração do Meo Arena a privados porque em Elvas não fazer-se o mesmo?

O coliseu de Elvas merece mais do que os espetáculos locais para a prata da casa, tais como as touradas, a gala de carnaval, etc.

Já em Maio próximo a Tournée “Mariza mundo 360º” passará pela cidade raiana na que será a quinta presença da fadista por estas paragens (se a memória não me falha), quatro delas no nosso coliseu. Voltará, certamente, a atrair centenas de portugueses e espanhóis, proporcionado mais um serão de entretenimento e glamour.

Apesar de consciente das limitações do poder de compra dos elvenses, mais e melhores concertos a apresentarem-se no Coliseu de Elvas poderão atrair espetadores num raio de dezenas de quilómetros, trazendo à cidade gente dos diversos concelhos limítrofes, especialmente do outro lado da fronteira, afirmando a cidade no contexto regional e nacional mas sendo, também, um veículo de dinamização comercial.

Porque não uma grande banda internacional? Quem nos diria que, um dia, veríamos os Scorpions, os James ou os Reammon na vila do Crato?

Se lá é possível, porque não por cá?

Palavras leva-as o vento.

Luís Represas em duo com Carlos do Carmo, seu convidado no concerto do Coliseu de Elvas
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Nuno Franco Pires, nasceu em Elvas em 1975 e é um alentejano orgulhoso das suas raízes. Gosta de escrever – sempre gostou. Começou por pequenas histórias, onde os amigos de infância eram os protagonistas, passando pelo blog Dualidades (asdualidades.blogspot.com) do qual foi coautor e onde abordava temas que marcavam a actualidade. Cativam-no as relações humanas e a interacção entre as pessoas; é sobre elas que escreve. Tem participado e vários concursos literários tendo ganho uma menção honrosa no prémio Glória Marreiros, organizado pela Câmara Municipal de Portimão, com a novela "Amor entre muralhas" escrita em parceria. Participou na colectânea "Ei-los que partem" da editora Papel d' Arroz e com a chancela da Chiado Editora editou o seu primeiro romance, "Searas ao vento". Colaborou com a TV Guadiana, publicando semanalmente, pequenas histórias da sua autoria e incorpora o painel de tertulianos da rúbrica "Conversas de Barbearia" do blog Três Paixões.