Pela janela entreaberta vejo esta cidade que é minha também.
Testemunha silenciosa de tantas inconfidências, de tantos desejos inconfessáveis.
Noutros tempos para lá dela vivia o bulício alegre de uma cidade transfronteiriça, o ruído de ruas carregadas de gente e sacos, a agitação.
Hoje reina um silêncio intranquilo, de ruas com saudade, de caminhos por encontrar.
De tempo em tempo, a janela escancara-se, deixando que a cidade oiça que do lado de cá há sonhos, gente com pressa de viver e eu…
Texto: AAdolfo
Foto: João Carvalho


































































