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‘Coronavírus’ foi uma das palavras que aprendemos e mais utilizámos nos últimos meses. Mas porque é que os coronavírus têm este nome? Como são constituídos, onde e como se multiplicam? E em relação ao SARS-CoV-2, o que sabemos sobre a sua origem? Como se manifesta a doença COVID-19 em humanos? Como nos devemos proteger?

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Estas são algumas das muitas perguntas exploradas pelo livro “Coronavírus dos animais e do Homem”, disponível para download aqui. Concebido para abordar estas questões de forma acessível e lúdica, é dirigido a professores e estudantes a partir do 6º ano de escolaridade – permitindo explorar estes conteúdos em vários graus de complexidade até ao ensino superior – bem como a todos os interessados em saber mais sobre esta área.

“A ideia de escrevermos um livro sobre este tema tão actual surgiu exactamente durante o período de quarentena devido à COVID-19, atendendo à importância de se veicular informação para o público em geral e à responsabilidade que os investigadores têm nessa matéria”, explica Teresa Nogueira, investigadora do Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais – cE3c e do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária – INIAV e uma das editoras do livro. “Numa fase subsequente, entendemos que seria vantajoso, e também divertido, alargar os contributos a outros parceiros que, pela sua actividade, têm uma visão e uma perspectiva sobre a COVID-19 diferente da nossa”, acrescenta Teresa Nogueira.

O jogo “Beat Corona”, produzido a par do livro, pode ser jogado por qualquer pessoa a partir dos 10 anos de idade, acompanhado por um adulto em alguns momentos do jogo. Decorre num cenário de luta contra os coronavírus, permitindo avaliar os comportamentos positivos e negativos do ser humano relativamente à transmissão e disseminação dos coronavírus na população. Tratando-se de um jogo, utiliza o entretenimento como ponto de partida para reforçar a compreensão de conceitos e a adopção de comportamentos que previnem a disseminação da doença, mas o seu carácter lúdico não pretende de todo desvalorizar o impacto que a COVID-19 tem tido a nível mundial.

“O jogo pretende automatizar os comportamentos recomendados pela Organização Mundial de Saúde para travar a disseminação do vírus SARS-CoV-2 na população humana. Os comportamentos positivos são interiorizados através de recompensa, ao contrário dos negativos, que penalizam o jogador, retendo a sua progressão no tabuleiro”, explica Margarida Duarte, investigadora do INIAV e também editora do livro. “A cada jogador é atribuído um animal, cujo dever é proteger. É sobre ele que o jogador pratica e aprende conceitos de imunização, transmissão, contágio e tratamento”, conclui Margarida Duarte.

O desenvolvimento do livro e do jogo contou também com a colaboração de especialistas da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Lisboa (FMV-ULisboa), da Direcção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) e do Instituto Nacional de Saúde Pública Doutor Ricardo Jorge (INSA), bem como do Harrogate District Hospital (Reino Unido), para assegurar a cobertura o mais abrangente possível dos vários aspectos do coronavírus e das doenças de causam.