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Livros para todos!

Se tanto se gasta mal gasto sem problemas, em muitas famílias, porquê aceitar este benefício concedido pelo Estado?

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A medida poderá parecer injusta pois atinge ricos e pobres, todos encarados como cidadãos com iguais direitos.

Mas, como reagiriam os mais abastados, se fossem discriminados como alunos que também são, num ensino obrigatório para todos?

Evidentemente que todos sabemos que, enquanto os pobres se sacrificam para que os filhos completem o 12º ano de escolaridade, para os remediados e os ricos, essa situação nada tem de anormal nem de exigente no peso do orçamento familiar.

Se tanto se gasta mal gasto sem problemas, em muitas famílias, porquê aceitar este benefício concedido pelo Estado?

Quantos alunos hoje não têm um telemóvel de última geração?

Quantos alunos não têm internet no seu telemóvel?

Tantas interrogações aqui poderia lançar, desde a compra excessiva de alimentos e bebidas que prejudicam a saúde, até ao tabaco que muitos fumam.

Medidas que podem ser discutidas e que deveriam alertar as consciências dos que, sem necessidade, recebem como os que precisam.

Penso que o ensino é muito mais do que oferecer livros, é olhar para as dificuldades dos alunos na aprendizagem, tentar ajudá-los a vencê-las e conduzi-los a caminhos de sucesso.

Acompanhando as vantagens das novas tecnologias, o saber, em todas as suas vertentes, está à distância de um clik.

Se o Estado investisse em programações on-line das várias matérias curriculares, penso que o ensino poderia dar um grande salto em qualidade, pois os jovens que passam a maior parte do seu tempo livre na internet, teriam, efetivamente, razões para fazerem todas as buscas necessárias a complementar as lições dadas na sala de aula.

Os livros deterioram-se facilmente, são uma carga pesada que os alunos transportam, ficam rapidamente incapazes de servir para outros usarem em anos seguintes.

“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo , a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho
“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo, a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho

Interrogo-me se os alunos portadores de deficiências como cegueira, surdez, paralisia, autismo, trissomia 13 ou outras limitações, terão ao seu alcance os meios necessários para que possam desenvolver as suas aptidões.

Estes também são cidadãos pois, nunca aceitei, que uma sociedade humanista possa marginalizar os seus filhos mais fragilizados e muitos deles sem voz para reclamar e exigir um pouco mais de atenção.

Sinto arrepios quando leio coisas que ainda hoje se passam nas nossas escolas!

Marginalizar crianças pelas suas incapacidades, esquecendo esses educadores e pais de outros alunos que poderia pertencer-lhes esse ser indefeso.

Que educação é dada na família e na escola?

Que sentimentos de fraternidade se estão destruindo?

Não haverá, nunca, benefícios que sejam suficientes para que as pessoas se considerem todos irmãos, com iguais responsabilidades e direitos, se não houver uma verdadeira cultura do amor!

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