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MACE com nova exposição: “A sedução de uma vírgula bem colocada”

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A nova exposição do Museu de Arte Contemporânea de Elvas (MACE), “A sedução de uma vírgula bem colocada – The pull of a well placed comma”, vai ser inaugurada na tarde deste sábado, dia 21, pelas 17.30 horas, e apresenta obras de Allan McCollum, André Guedes, André Romão, Belén Uriel, Camille Henrot, Carl Andre, Céline Condorelli, Daniel Buren, Daniel Steegmann Mangrané, Daniel Van Straalen, Doug Aitken, Hanne Darboven, Haris Epaminonda, Heim Steinbach, João Maria Gusmão + Pedro Paiva, John Baldessari, Joseph Kosuth, Lawrence Weiner, Leonor Antunes, Luisa Cunha, Lygia Pape, Maria Loboda, Musa Paradisiaca, On Kawara, Pedro Barateiro, Pedro Cabrita Reis, Ryan Trecartin, Sérgio Carronha, Sturtevant, Tatiana Trouvé e Wolfgang Tillmans.

As obras, em exposição colectiva, fazem parte das colecções de António Cachola, Maria e Armando Cabral e José Carlos Santana Pinto com curadoria de João Mourão e Luís Silva.

“Comparativamente com outros sinais de pontuação mais claros ou de propósito mais transparente, a utilização da vírgula não se rege por regras absolutas. No entanto, esta aparente complexidade, que muitas vezes se traduz por um uso inconsequente, injustificado, ou meramente intuitivo do sinal de pontuação, é consequência de um conjunto de funções básicas que a vírgula cumpre: ela é fundamental numa enumeração, separa expressões e orações dentro da mesma frase e impede também o aparecimento de ambiguidades, sendo que a sua presença, ou a sua ausência, pode inflectir o sentido daquilo que é escrito.

A exposição A sedução de uma vírgula bem colocada articula-se em torno da noção de complexidade de utilização da vírgula, por um lado, bem como da sua capacidade de influenciar de forma determinante o sentido de um texto, por outro. Partindo de três colecções privadas, a Colecção António Cachola, a Colecção Maria e Armando Cabral e a Colecção José Carlos Santana Pinto, a exposição assume como estrutura a metáfora de um texto (visual), construído a partir de sequências não hierárquicas de frases cujos elementos constituintes são as obras de arte apresentadas. A boa utilização da vírgula torna-se então fundamental para a construção do sentido e da estruturação da narrativa já que permite a utilização de lógicas enumerativas, com ideias de repetição e circularidade, por exemplo, lógicas de complexificação e mesmo lógicas antagonistas, através de noções de tensão, diálogo e conflito. A força que uma vírgula detém, no interior de uma frase e, de modo mais abrangente, no interior de um texto, é considerável. Uma vírgula bem posicionada é uma fonte de inesgotável interesse”, de acordo com os curadores da exposição.

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