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Motards em viagem simbólica entre Setúbal e Campo Maior, lançam alerta contra a violência doméstica

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Mais de uma centena de motards vão partir, no próximo dia 7 de Abril, numa viagem simbólica de Setúbal a Campo Maior, e que pretende alertar para a violência doméstica, numa iniciativa organizada pela Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) em conjunto com a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV).

Bikers Against Domestic Violence é uma iniciativa de carácter solidário que também irá contar com a participação do ex-embaixador norte-americano em Portugal, Robert Sherman e da ex-embaixatriz e Directora Executiva do Connect to Success Kim Sawyer, para além de muitas outras personalidades como Quimbé e Joaquim Horta, que se quiseram associar a esta causa. O valor das inscrições neste passeio reverte na íntegra para a APAV, podendo participar todos os motociclos acima de 125cc de cilindrada.

“A maioria dos condutores no evento serão homens, o que deixa claro que a violência doméstica não é apenas uma questão feminina. A sua participação é essencial, uma vez que a violência doméstica nunca terminará sem que os homens estejam igualmente empenhados em extingui-la. Adicionalmente, o aspecto visual dos motociclistas a usar um casaco com um logotipo anti violência doméstica, além do ruído que todas as motas farão, enviará uma mensagem muito forte e poderosa de que a violência doméstica não é aceitável”, sublinha Kim Sawyer.

“Iniciativas como a Bikers Against Domestic Violence são muito importantes para a APAV pois espelham na totalidade aquela que é sua missão e a sua visão: apoiar as vítimas de crime, suas famílias e amigos, bem como trabalhar para que em Portugal o estatuto da vítima de crime seja plenamente reconhecido, valorizado e efectivo”, considerou João Lázaro, Presidente da APAV.

“É encorajador para a APAV ver que há cada vez mais pessoas a mobilizarem-se contra a Violência Doméstica: a forte adesão a estas acções e crescente intolerância à violência e ao crime, é o que nos dá alento ao trabalho do dia-a-dia e nos motiva a continuar a desenvolver actividades e a prestar serviços de apoio e acolhimento a vítimas de crime”, acrescentou ainda.