Não deixes para amanhã...,
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Opinião de Graça AmiguinhoVemos os dias passar e quando pensamos que já fizemos tudo na vida, estamos a enganar-nos, porque muitos sonhos não concretizados esperam o momento certo para tomarem forma e serem não apenas nossos, mas de todos os que amamos.

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Há tanta coisa que eu imaginei poder fazer, mas não arranjei tempo, guiei os meus passos por veredas sinuosas e deixei a estrada maior à minha espera.

Mas dou graças à vida que me vai trazendo de volta, o tempo que perdi, para poder fazer o que não fiz.

A minha última aventura, aqui a vou deixar, com um carinho especial para os que sofrem a dor da saudade dos seus entes queridos, que a morte levou e cuja memória o tempo não vai apagar.

Sem ser musicóloga, já musiquei dezenas de poemas meus e até de outros poetas, mas nunca decidi dar-lhes voz com alguma qualidade.

Porém, em jeito de brincadeira, muito tenho cantado, à “capella”, os meus poemas e temas da Tradição Alentejana, sobretudo, os natalícios, que tanto me confortam o coração.

Só agora tive coragem de fazer uma gravação em estúdio, acompanhada por um grande guitarrista.

Numa fase estranha da minha vida, por ter contraído o Covid-19, não desisti da minha vontade, esta vontade imensa de concretizar um sonho antigo, um mês depois da doença.

“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo , a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho
“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo, a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho

Gostaria que fosse melhor, gostaria que o Amor maior da minha vida estivesse a meu lado, para me olhar, me dar o seu sorriso, me corrigir, mas se assim fosse, estas palavras não teriam a força que têm, não seriam cantadas com a mesma paixão. Tudo mudou em mim.

Sinto uma vontade que me impele a continuar homenageando quem tanto amei, por quem tanto sofri.

É este o poema que escolhi para iniciar esta minha caminhada:

FORAM DIAS, FORAM ANOS…

Foram dias, foram anos,
De alegrias e desenganos,
Que a minha voz vai cantar.
Porque o tempo nada vai apagar.

Foram anos, foram dias,
De tristezas e alegrias,
Conjugando o verbo amar,
No nosso barco, sempre, sempre a remar.

Foram dias, foram horas,
Correndo, sem demoras,
P´ra te beijar e abraçar,
A teu lado, sempre, sempre a lutar.

Foram noites, foram dias,
De sonhos e fantasias
Que na vida não vou esquecer,
Porque te cantarei, meu amor,
Até um dia morrer.

Como incentivo e como prova de que a idade avançada não limita os nossos sonhos, aqui está a minha última aventura, aos 74 anos, sem medos, sem vaidades, sem outros intuitos que não sejam ajudar os que se encontram sós, a ser felizes.

Nada se pode fazer sozinho e o meu coração tem muito a agradecer.

À minha querida Ana Moura que me indicou o estúdio Quarta Vaga, ao professor Lino Lobão que fez os arranjos da música e me acompanhou à guitarra e à editora Imagem Publicações, que com o carinho da D. Fernanda Coutinho me fez o vídeo.

Não tenha medo das opiniões alheias, siga o que o seu coração lhe dita.

O que importa é ser feliz.

Escolha a sua maneira de viver melhor este tempo que nos roubou os beijos e os abraços de quem amamos e dos nossos amigos.

Faça da sua vida num hino ao amor.

Abaixo poderá ouvir o meu poema.