Colectânea-Luso-Espanhola
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Opinião de Graça AmiguinhoMuitas vezes digo que “o sonho é uma constante da vida”, parafraseando o grande poeta António Gedeão.

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Quando os nossos sonhos tomam uma dimensão que nos ultrapassa, a satisfação de vermos os outros felizes, a nada pode ser comparada.

Assim aconteceu, uma vez mais, com a Colectânea Raia Luso Espanhola!

Desse encanto e entusiasmo, vindo de além-fronteiras, aqui vos deixo alguns testemunhos que justificam, plenamente, o que sinto.

Um grande poeta, galego-asturiano, Quique Roxios, que teve coragem de vir de longe até Santa Eulália e Elvas, hoje fez o relato desses momentos de uma forma que merece ser dada a conhecer aos amigos que me lêem e que acreditam que é possível fazer um mundo melhor, se todos nos unirmos, dermos as mãos com amor fraternal, tornando a Cultura o maior elo de ligação entre os povos.

Obrigado, a todos os poetas, escritores, fotógrafos, pintores e desenhadores que fazem parte desta obra grandiosa, portugueses, brasileiro e espanhóis.

Aqui transcrevo algumas palavras escritas por Quique Roxios, no seu blogue, que muito me sensibilizaram:

“Desfrutei muito deste encontro em Elvas, cidade que tem o título de ser “A Chave do Reino” por constituir o maior sistema de defesa com baluartes do mundo”.

Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo , a terra arada, o sol ardente!
Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo, a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho

Realça, mais adiante, o meu trabalho e do meu filho, de uma forma tão doce e amigável, que não me deixou indiferente!

“A obra foi coordenada pela poeta alentejana, Graça Foles Amiguinho, natural de Santa Eulália de Elvas, que com o seu filho, o artista gráfico Rui Amiguinho Barros, vêm desenvolvendo na freguesia e no seu concelho um importante trabalho de dinamização cultural através da poesia, da música e das artes. O seu objetivo é que a gente caminhe e haja futuro para estas formosas terras fronteiriças”.

Quique Roxios preza muito ser um asturiano das ribeiras baixas de Navia!

Também outra autora, grande poeta, vinda de Lugo, Adela Figueroa Panisse, escreveu assim, no seu blogue:

“Elvas é uma cidade encantadora que agora deixou atrás o seu passado defensivo para se abrir à poesia. Como dizia o nosso poeta lugués, Luis Pimentel, a poesia é o grande milagre do mundo. Neste caso, assim aconteceu. A cidade mais fortificada da Europa, em palavras de Moisés Cayetano Rosado, cedeu as suas defesas para a lírica e o encontro. Moisés foi o nosso magnífico guia na fortaleza da Graça, uma construção militar de exceção, única na Europa e magnífico exemplo dos esforços que Portugal tem feito ao longo da história para se manter independente de Espanha. Elvas nisso é um símbolo. No nosso percurso, tão bem documentado por Moisés, aprendemos que nada é de graça. Se Portugal não foi absorvido por Espanha foi por vontade explícita dos seus habitantes e pelo seu empenho em ser um povo independente. Portugal, hoje amistoso e amável, lutou com coragem e persistência para manter a sua língua, a sua cultura e a sua peculiar maneira de ver o mundo e de interpretá-lo, face ao imperialismo espanhol”

Muito mais disseram estes autores que tanto se orgulham de ter participado nesta Colectânea Raia Luso Espanhola, organizada e concretizada em tempo de medo, de ansiedade, de privações e de morte, com uma pandemia a dominar o mundo.

Termino com as palavras do grande amigo de Portugal, o poeta e historiador que fez o Prefácio da obra, Moisés Cayetano Rosado:

“Elvas não é somente Património da Humanidade. É um Tesouro Patrimonial no monumental, no urbano, na sua paisagem, no seu casario…A luz sobre a brancura das suas casas, o vermelho dos seus telhados…”

Não há “vírus” que nos vença, quando sentimos que vale a pena viver e sonhar!

Não há medo que nos impeça de ter esperança.

Procuremos nunca deixar morrer a confiança em dias melhores.

Não cruzemos os braços, não fiquemos paralisados, não tenhamos medo do medo!