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Criada em 2018, a Rede ALBA é uma network empenhada em promover a igualdade e a diversidade no seio da comunidade das neurociências. A ALBA consiste numa rede global de partilha de boas práticas que se articula para dar mais visibilidade e oportunidades de networking e mentoria a cientistas de grupos sub-representados.

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Representando um importante passo no sentido da promoção de uma comunidade de investigação justa e inclusiva, esta rede apresenta hoje a Declaração da ALBA sobre Equidade e Inclusão. Esta Declaração visa aumentar a consciencialização sobre os desafios que grupos sub-representados enfrentam na área das neurociências e fornecer um conjunto de acções concretas com as quais indivíduos e instituições podem comprometer-se a fim de tornar as suas organizações, e a comunidade das neurociências, mais inclusivas.

A Dra. Megan Carey, Investigadora Principal no Centro Champalimaud e Presidente do Grupo de Trabalho da Declaração da ALBA, liderou a preparação desta declaração e, para isso, partiu de feedback recolhido junto de dezenas de organizações.

Com um enfoque na superação de duas barreiras específicas à equidade: os preconceitos implícitos e as culturas do local de trabalho, a Declaração da ALBA foi apresentada durante uma sessão virtual, na terça-feira dia 12 de Janeiro de 2021, do evento SfN Global Connectome.

Segundo Megan Carey: “A Declaração descreve acções concretas, e baseadas em evidências, que indivíduos e organizações podem implementar a fim de tornar os seus ambientes de trabalho mais equitativos e inclusivos. Esta Declaração foi elaborada de forma a ser, simultaneamente, impactante e suficientemente abrangente para que possa ser amplamente adoptada. Acreditamos que a adopção destes princípios beneficiará todos os membros da comunidade de investigação.”

Mais de 100 reconhecidas organizações científicas de todo o mundo, como a University College London (UCL), a FENS, o International Brain Research Organization (IBRO), o European Brain Council (EBC), a FENS-Kavli Network of Excellence (FKNE), o Black in Neuro, vários Institutos do Max Planck, o EPFL Brain Mind Institute e o Carney Institute for Brain Science da Brown University e a Fundação Champalimaud já subscreveram a Declaração da ALBA. Instituições e indivíduos de todo o mundo são incentivados a demonstrar o seu apoio subscrevendo a Declaração.

Em Portugal, a Declaração conta já com a subscrição por parte da Fundação Champalimaud, bem como do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), o Instituto de Medicina Molecular | João Lobo Antunes (iMM), e a Sociedade Portuguesa de Neurociência (SPN).

Leonor Beleza, Presidente da Fundação Champalimaud, a respeito deste documento considera que “Os princípios e as acções que a Declaração adopta podem conduzir-nos a ambientes facilitadores de um conhecimento livre de pré-juízos, por isso equitativo para todos, e mais favoráveis ao pleno desenvolvimento das capacidades e da realização de todos os cientistas. As pessoas em geral beneficiarão da investigação respeitadora da igualdade e consciente do peso das diferenças. Que sejam os neurocientistas a liderar transformações tem uma particular importância, em virtude da relevância das percepções e das escolhas que as áreas da inclusão/exclusão comportam.”

Para Carmen Sandi: “Esta Declaração representa a espinha dorsal da missão da ALBA. Esperamos que seja um instrumento valioso para ajudar instituições e indivíduos a implementar etapas fundamentais, para eventualmente garantir que todos os cientistas tenham oportunidades iguais de prosperar.”

Para obter mais informações, visite o site da Rede ALBA.