No labirinto da pandemia

Opinião - Graça Amiguinho
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Passam os dias, mas não encontramos a maneira totalmente perfeita de sair do labirinto em que entrámos, há quase dois anos.

Por muito que nos acautelemos, por muitos cuidados que tenhamos, nada está garantido, embora, seja certo, que a vida não nos é dada eternamente. Tudo na natureza tem um fim.

Os governos das Nações procuram, uns mais do que outros, proteger as vidas dos seus cidadãos, oferecendo-lhes vacinas que possam ajudar a controlar a propagação do vírus, que se mantém em atividade e com novas variantes.

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Portugal tem tido um comportamento exemplar, mostrando um grande respeito pelos idosos, pelas classes profissionais em maior risco de contrair a doença e pelas pessoas com mais vulnerabilidades. Agora, surge a necessidade de olhar para as crianças mais pequenas que, infelizmente, estão aparecendo com sintomas de contaminação.

O povo diz, na sua sabedoria popular, que “para grandes males, grandes remédios”, e assim terá que acontecer. Imagino que não haverá Pais que desejem sacrificar a vida dos seus filhos, só porque consideram que os filhos são propriedade sua e têm o direito de fazer com eles, o que muito bem lhes passa pelo entendimento.

Conheço situações em que um dos progenitores não quer ser vacinado e arrasta na sua decisão, os filhos, sem imaginar as consequências que do seu ato poderão advir.

Toda a liberdade tem condicionantes. Eu não posso apenas pensar na minha liberdade, se isso puder trazer danos ao meu semelhante.

Por todo o mundo, há minorias combatendo a obrigatoriedade de vacinação.

Até que ponto estarão certos ou errados? Se são uma minoria, como classificam a maioria da população mundial que deseja proteger-se com a arma que lhe é oferecida, a vacina?

Ou somos nós, considerados por eles, submissos, obedientes cegos, “rebanho sem cabeça”?

A verdade está bem à frente dos nossos olhos, porque os meios de comunicação permitem que a notícia seja dada ao minuto e atravesse o globo.

Já aqui contei que, há um ano atrás, fui contaminada com o maldoso Covid-19.

Felizmente, não teve em mim, uma ação destruidora e mortífera, como teve em milhares de pessoas, portanto, o que vos conto é a minha vivência, o que vou observando no meu dia-a-dia de septuagenária, mas desejosa de continuar a viver entre vós.

No passado domingo, tomei a segunda vacina da Moderna, correspondente à terceira dose. É de louvar a organização dos serviços, a ordem, o asseio das instalações, o profissionalismo de quem nos atende. Não me refiro apenas, aos profissionais de enfermagem, dedicados e meigos, mas também ao pessoal ligado ao encaminhamento, esclarecimento de dúvidas, com um atendimento amável e educado.

A população, na generalidade, demonstra respeito e compreensão, aguardando, serenamente, a sua vez de ser atendida. Situação, como esta que vivemos, tem trazido verdadeiras lições de civismo e um crescimento de responsabilidade e solidariedade social.

Porém, a realidade deixa-nos apreensivos, porque, na verdade, entrámos num labirinto e embora não andemos nele perdidos, não sabemos onde está a saída.

Quantas vacinas teremos que tomar, anualmente, para nos precavermos e não cairmos doentes?