Céu a sudoeste ao final da tarde de dia 1. Igualmente é indicada a posição do Sol, Mercúrio e Vénus nos dias 23 e 29 e da Lua nos dias, e da Lua nos dias 5 e 29. (imagens adaptadas de Stellarium)
Figura 1: céu a sudoeste ao final da tarde de dia 1. Igualmente é indicada a posição do Sol, Mercúrio e Vénus nos dias 23 e 29 e da Lua nos dias, e da Lua nos dias 5 e 29. (imagens adaptadas de Stellarium)
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Nos primeiros dias do mês os planetas Marte e Mercúrio estarão em conjugação, i.e., na direcção do Sol. Tal facto não permite a sua observação. Mas enquanto Marte não será visível durante todo o mês, a partir de dia 15 já iremos encontrar Mercúrio ao anoitecer. Igualmente só em meados de Setembro é que Vénus reaparecerá como estrela da tarde.

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O quarto crescente terá lugar na madrugada de dia 6, um par de graus acima da posição do planeta Júpiter.

Na tarde de dia 8 a Lua passará numa direcção tão próxima da de Saturno que ao longo de uma faixa que estende do noroeste da Austrália até o centro do oceano Índico poderão assistir à ocultação deste planeta pela Lua.

Céu a sul pelas 23 horas de dia 13. Igualmente é visível a posição da Lua nos dias 6, 8 e 13 e outros objectos de interesse. (imagens adaptadas de Stellarium)
Figura 2: céu a sul pelas 23 horas de dia 13. Igualmente é visível a posição da Lua nos dias 6, 8 e 13 e outros objectos de interesse. (imagens adaptadas de Stellarium)

Na madrugada de dia 10 o planeta Neptuno estará em oposição, i.e., a direcção oposta à do Sol. Este planeta apenas pode ser visto com a ajuda de binóculos ou telescópios. Um pouco mais para leste estará Úrano, planeta que se encontra muito perto do limite do que é observável à vista desarmada.

A Lua Cheia terá lugar na madrugada de dia 14 junto à constelação do Aquário. Por ocorrer menos de um dia depois desta ter atingido o ponto da órbita mais afastado da Terra (o apogeu), esta Lua Cheia será ligeiramente mais pequena do que é habitual.

No dia 20 a Lua situar-se-á a poucos graus a sul de Aldebarã, o olho da constelação do Touro. Duas madrugadas depois, terá lugar o quarto minguante entre a constelação do Touro e a dos Gémeos.

Pelas oito horas e cinquenta minutos de dia 23 o nosso planeta atinge um dos dois pontos da sua orbita em que o eixo de rotação terrestre fica perpendicular à direcção do Sol e, consequentemente, os hemisférios norte e sul terrestres se encontram igualmente iluminados. Em Portugal chamamos a esta efeméride equinócio outonal pois a partir deste instante o sol passa a ser visto abaixo do equador celeste (projecção da linha do equador na esfera celeste), e assim o hemisfério norte passa a estar voltado na direcção contrária à do Sol, marcando o início do outono.

De notar que devido ao fenómeno de refracção atmosférica o Sol é sempre visto sempre ligeiramente acima da sua real posição, e assim no dia do equinócio o dia dura quase 10 minutos mais do que a noite. De facto, só 3 dias depois do equinócio outonal é que dia e noite têm a mesma duração.

Dia 28 dar-se-á a Lua Nova. Esta é uma boa ocasião para se observarem objectos que normalmente seriam ofuscados por ela. Assim com uns binóculos ou um pequeno telescópio podemos observar objectos como a galáxia de Andrómeda, a nebulosa planetária da Hélice, ou os aglomerados estelares M2, M15 e M30.

Na madrugada de dia 29 Mercúrio estará meio grau a Norte da estrela espiga pertencente à constelação da Virgem, marcando o final de mais um mês de eventos astronómicos.

Boas observações!

Fernando J. G. Pinheiro (CITEUC)
Ciência na Imprensa Regional – Ciência Viva