Coronavirus
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Opinião de Graça AmiguinhoDesde os tempos mais remotos, a humanidade foi vulnerável a fenómenos da natureza que, pela sua força, dizimaram milhares de vidas.

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A evolução científica tem permitido ao homem a tentativa de encontrar forma de se defender desses seres, dificilmente detectáveis, mas com um poder danificador, muitas vezes incontrolável.

Quantos de nós somos portadores de vírus que desconhecemos e, sem o querermos, transmitimos a quem nos rodeia?

Recordo o que aconteceu há 8 anos, com o meu marido, após ter feito um segundo enfarte de miocárdio e ter dado entrada na urgência, também com uma pneumonia, quando já estava em recuperação.

No quarto onde ficou, com mais 3 doentes, entrou, naquela tarde, uma senhora com uma pneumonia grave e esteve algumas horas nesse mesmo espaço. A consequência desastrosa, foi lá ter deixado o vírus que com ela levava, afectando, gravemente, o meu marido e um jovem, deixando-os numa situação de perigo, acrescida.

Essa pneumonia vírica, ficou gravada nos pulmões, deixando mazelas para toda a vida. Só não matou, por milagre ou sorte!

O certo é que, às visitas, apenas lhes era recomendado colocar máscaras e desinfectar as mãos. Para qualquer cidadão incauto, o perigo latente não é avaliado com o cuidado que merece.

Lembro-me de assistir a uma limpeza profunda do espaço, mas com os doentes lá dentro, na mesma ocasião.

Como os vírus não são alcançados pelos nossos sentidos, torna-se difícil avaliar a sua potencialidade e capacidade destruidora.

“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo , a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho
“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo, a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho

Hoje, ouvimos falar de mais uma proliferação de um desses seres, desconhecido, vindo não se sabe, exactamente de onde, mas que está matando e se está propagando por todo o mundo, levado, provavelmente, por quem teve contactos com pessoas que estão no epicentro da infecção.

Pelo que nos é dado conhecer, apareceu num mercado em Wuhan, na China, onde se comercializam animais e peixes, podendo o Coronavírus ter a sua origem num dos animais aí expostos e sem os cuidados de higiene que deveriam ser respeitados em todo o mundo.

A verdade dramática tem sido, talvez, só em parte, divulgada ao mundo.

São milhares, as vítimas, numa China que, pelo seu poder económico, tem estendido os seus tentáculos por todo o mundo, mas que não tem os meios suficientes para acautelar a saúde dos seus cidadãos.

De que vale o dinheiro, o poder, o domínio e exploração de um povo, se esse povo não tem quem o proteja de uma calamidade?