©Rui Barros
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Opinião de Graça AmiguinhoNascer numa aldeia raiana, Campo Maior, no interior do Alentejo, em 1931, quando a pobreza era a condição considerada normal, na maioria da nossa gente, e sentir coragem para enfrentar a dureza da vida, com um sorriso nos lábios, que ainda hoje tem, aos 90 anos, é sinal de uma grandeza de alma, de uma inteligência invulgar, de uma perspicácia, dignas de um herói!

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A vida do grande empresário Alentejano, o Senhor Comendador Rui Nabeiro, é um estímulo para todos os portugueses, é um exemplo de luta por um mundo melhor e mais justo, por uma vida mais tranquila, enriquecida pelo trabalho e pela alegria de abrir as portas a quem deseja ser gente, a quem não se acomoda e não se resigna, com o destino que alguém lhe quis traçar.

Campo Maior tem tido um verdadeiro “Pai, um irmão, um amigo,” sempre de braços estendidos a todos os que a ele recorrem, procurando trabalho, com o desejo de alcançar uma vida melhor, não gostando de dizer “não,” a ninguém.

Direi que, nem só os seus conterrâneos têm tido oportunidades de trabalho, nas suas empresas, mas também, trabalhadores que vivem à volta de Campo Maior ou até noutras localidades, mais distantes, onde tem delegações da sua Delta Cafés

É tão rica a sua sensibilidade e espírito democrático, quando- diz:

porque nasci numa terra pobre, sou Socialista”!

Abençoada a hora do seu nascimento, pois estava escrito nas estrelas do nosso Alentejo, que esse menino humilde seria o protagonista do progresso da sua terra, seria o mensageiro que levaria ao mundo o nome de Portugal, numa linda chávena de café, no aroma inconfundível da marca que tem um nome tão original, Delta!

Grande legado deixa ao mundo empresarial do nosso País, pelo exemplo que tantos deveriam seguir, sem medos, sem receio de arriscar, sem a ambição de tudo ganhar.

“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo , a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho
“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo, a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho

A sua herança será honrada pelos seus descendentes e eles nunca esquecerão a filosofia de vida do grande Senhor Rui Nabeiro, reconhecido no mundo empresarial e cultural do nosso País, com tantas distinções recebidas, que tenho o maior gosto de aqui publicar:

Em reconhecimento ao seu mérito empresarial, foi-lhe atribuído o grau deComendador da Ordem Civil do Mérito Agrícola, Industrial e Comercial” – classe Industrial, pelo Presidente da República, Mário Soares, a 9 de junho de 1995.

Em 1998, o povo de Campo Maior homenageou-o com uma “estátua de bronze”, colocada na vila.

A 5 de janeiro de 2006, foi novamente distinguido, como “Comendador da Ordem do Infante D. Henrique”, pelo Presidente da República, Jorge Sampaio.

Em 2007 funda o “Centro Educacional”, ao qual deu o nome da sua esposa,” D. Alice Nabeiro”, com grandes objetivos educacionais para crianças e jovens de Campo Maior.

É doutor “Honoris Causa” pela Universidade de Évora, que em 2009 instituiu a “Cátedra Rui Nabeiro”, destinada à promoção da Investigação do Ensino e da Divulgação Científica, na área da Biodiversidade.

Ainda no ano de 2009, recebeu uma das maiores distinções atribuídas pelo país vizinho.

Por indicação do Rei de Espanha, foi honrado com a notável insígnia – “A Comenda da Ordem de Isabel, a Católica”.

Um ano depois, foi nomeado “Cônsul Honorário de Espanha”, com jurisdição nos distritos de Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja.

Em 2012, recebeu novo doutoramento “Honoris Causa” em Ciências Políticas, atribuído pela Universidade Lusófona.

Apesar de tantos aplausos receber, e com justa razão, o Senhor Comendador Rui Nabeiro nunca deixou de ser o Alentejano simples, simpático e sorridente, que olha para toda a gente, nos olhos, sem vaidades ou superioridade. Um grande e prestigiado filho do Alentejo, de quem todos nos orgulhamos, mesmo não o conhecendo pessoalmente, como é o meu caso.