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O tempo que vivemos

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A terra continua, certinha, a sua rotação e translação e os humanos parecem, muitas vezes, ignorar a sua grandeza e beleza, estragando, consciente ou inconscientemente, a paz e o bem-estar de todos os seres que nela habitam.

Viver no paraíso prometido é, lamentavelmente, apenas um slogan. Constantemente, chegam aos nossos ouvidos, sons desagradáveis e, com eles, a poluição que nos ataca, de formas bem concretas, a saúde física e mental.

As sociedades modernas lutam por um meio ambiente mais limpo, por uma vida ao ar livre, pela busca incessante de equilíbrio espiritual, mas esquecem que, o primeiro passo a dar para que isso seja uma realidade, está nas suas próprias mãos, está nos seus comportamentos do dia a dia, está na forma como, em sua casa, na sua rua, na sua aldeia ou cidade, tratam a natureza que os rodeia.

Nas escolas fazem-se campanhas muito interessantes, motivando os alunos, desde tenras idades, a ser amigos do ambiente, a amar as plantas, os animais, os rios, as serras, as árvores, em suma, a respeitar a natureza como se todo o universo fosse propriedade sua e estivesse sob a sua cuidada proteção.

Como o mundo seria melhor se cada homem continuasse agindo com os mesmos ideais que na infância lhe foram ensinados!

“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo , a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho
“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo, a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho

Se assim fosse, não seria preciso, hoje, haver regimentos de vigilantes nas florestas para serem evitadas as ações maldosas de incendiários, não seria preciso os governos das nações gastarem rios de dinheiro na prevenção dos crimes e verdadeiros atentados contra a natureza, enfim, teríamos verbas suficientes para desenvolver muitas outras atividades que enriqueceriam a sociedade sob o ponto de vista cultural e sanitário.

Os cientistas, interessados no estudo e na preservação do meio ambiente, continuam lançando alertas, e todos devemos ouvir os seus apelos, para construirmos um mundo mais saudável, menos
poluído, onde possamos viver com alegria e tranquilidade.

Olhando à nossa volta, desejamos que, o que vemos, não nos inquiete e escandalize, sinal de que há civismo e respeito pela vida de todos.

Por vezes, surgem notícias inquietantes, porque, em certos lugares desta linda cidade de Elvas, há lixo espalhado pelo chão, deixado à disposição de animais famintos que vagueiam pelas ruas, o que, sem dúvida alguma, é muito deprimente e um mau cartaz de apresentação para quem lá vive e quem a visita.

Infelizmente, são sinais contrários a tudo o que é querido por quem ama a sua terra.

Mas haverá sempre mais algum caminho a percorrer para que, o que está errado, seja, de vez, erradicado.

Uma cidade tão nobre e antiga, Património da Humanidade, conhecida mundialmente, merece ser bem tratada.

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