Opinião - Graça Amiguinho
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As armas e os Barões assinalados
Que da Ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca de antes navegados
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados,
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo reino, que tanto sublimaram;

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E também as memórias gloriosas
Daqueles Reis que foram dilatando
A Fé, o Império, e as terras viciosas
De África e de Ásia andaram devastando,
E aqueles que por obras valerosas
Se vão da lei da morte libertando:
Cantando espalharei por toda a parte,
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.

Os Lusíadas canto primeiro – 1 e 2

A vida nos vai ensinando que no nascer e no morrer, todos somos iguais, seres que não controlamos, nem dominamos, as forças da natureza.

Porém, a linha que traçamos e percorremos, durante os dias que habitamos o planeta Terra, é variável e única, para cada mortal.

Há quem diga, que nascemos com o destino marcado e que nada acontece “por acaso”.

Quem sou eu, para afirmar o contrário?

As forças que nos impelem, as capacidades herdadas dos nossos progenitores ou vindas, sabe-se lá de onde, de um anjo ou planeta deste universo desconhecido, essas sim, são, na verdade, os fios que conduzem o nosso destino, as estradas que percorremos em cada segundo da nossa existência.

Dizem os estudiosos de “angeologia”, que ao nascermos, Deus nos concedeu um Anjo bom, mas que o Demónio, na sua batalha contra o bem, também colocou a nosso lado, um Anjo mau, para criar em nós a dúvida, abrir caminhos de perdição, nos destruir o querer fazer boas ações.

Assim, tantos seres humanos cometem os mais hediondos crimes, porque o seu espírito se deixa dominar pelas forças do maligno, deixando-as tomar completamente o domínio de si, perdendo a noção do mal que praticam.

A história está cheia de retratos de gente inteligente e altamente criminosa.

Mas, como o mal não consegue dominar por completo, a humanidade, temos exemplos que nos apraz seguir, de gente muito digna, empreendedora, bondosa, humilde, inteligente, trabalhadora e honesta, que toma nas suas mãos grandes tarefas e as consegue executar com eficiência e sucesso.

Os heróis dos nossos tempos, não partem em caravelas, não dominam os mares, não carregam a cruz para evangelizar, como Camões os descreve na sua obra imortal “Os Lusíadas”, mas estão bem perto de nós, são pessoas normais, são homens e mulheres iguais a nós, gente que sabe sorrir e também chora, gente que arregaça as mangas e avança sempre que é chamada a cumprir missões, por mais difíceis e complexas que elas sejam.

Portugal merece ter gente dessa estirpe, gente que honra a nossa Pátria, gente de quem se fala em todo o mundo, gente simples, mas de grande valor e com grande capacidade de organização de trabalho.

Vice-Almirante Gouveia e Melo
Vice-Almirante Gouveia e Melo

Depois de toda esta dissertação, claro que tudo o que aqui escrevo, me conduz a uma personalidade que assumiu o controle da vacinação contra o Covid-19 e nos ajudou, de uma forma firme e esclarecedora, a compreender que somos todos um só corpo e só estaremos bem, se todos formos conscientes da realidade que vivemos e estivermos em segurança.

Aqui manifesto o meu louvor ao senhor Vice-Almirante Henrique Gouveia e Melo, por ter contribuído com a sua supervisão, para que a maioria dos portugueses tivesse acesso à vacina de forma ordeira e sem ninguém atropelar, ninguém.

Heróis destes, serão sempre bem-vindos! Obrigado!