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Os portugueses no mundo

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Somos um povo com uma têmpera invejável e capaz de dar voltas e reviravoltas para encontrar o seu caminho, a sua esperança de uma vida melhor.

Estamos espalhados por todo o mundo e, onde quer que haja um português, há a saudade no coração que só nós sabemos o que é.

Nascidos num pequeno território, temos alma de gigantes e somos capazes de enfrentar ventos e tempestades como os marinheiros de outrora.

Deles nos ficou este desejo de descobrir novos lugares, novas gentes e partir para o desconhecido como se o tivéssemos fechado na mão.

E, onde quer que se oiça a nossa língua, salvo raríssimas exceções, é sinal de que ali está um grande trabalhador, um grande investigador, um prestigiado artista, um atleta, um economista, um professor ou um político de renome e reconhecido pelo mundo pelas suas capacidades e persistência.

“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo , a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho
“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo, a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho

A toda a hora, em qualquer área de trabalho, se ouve falar do sucesso e da classe dos portugueses.

Esqueçamos as nódoas negras que, infelizmente, mancham a nossa pátria e toldam o sol da nossa dignidade.

Uma vez mais Portugal vai competir num grande Campeonato do Mundo, de Futebol, este ano, bem distante, na Rússia.

Mas isso não é sinal de temor ou restrição para os nossos jogadores, grandes profissionais, reconhecidos internacionalmente.

Como já disse, os casos pontuais de malvadez, hipocrisia e prepotência, mais dia menos dia tornar-se-ão tão evidentes aos olhos de todos, que terão o fim merecido.

Refiro-me, como é evidente à triste novela do Sporting, um clube tão antigo, com história e que caíu em mãos sanguinárias e malfazejas.

Hoje é dia de Santo António, um aventureiro que, no seu tempo, ousou cruzar os mares para levar consigo um ideal de fé, lutando contra todas as adversidades longe da mãe-pátria, fazendo-se respeitar e amar por todos os seus companheiros, dando sinais das suas virtudes e bondade.

Que o seu exemplo de bondade e humildade seja seguido por nós, portugueses, que tanto nos honramos dos nossos antepassados.

Noite de Santo António

Nesta noite estrelada
dança o povo, prazenteiro,
cada um com sua namorada,
cantam ao Santo casamenteiro.

Cheira a manjerico e a cravo
nas janelas enfeitadas.
Este povo lutador e bravo
adora sardinhas assadas.

Varinas e pescadores
lembram os tempos de outrora,
Lisboa e seus amores,
marinheiros por esses mares fora.

E faz jus à tradição
este povo incansável.

Em tudo põe alma e coração
neste Portugal admirável.

Bom Santo António para todos os meus leitores.